12/01/2006
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10h39
da Folha Online, em Brasília
A criação de empregos no setor industrial é maior no interior do que nas regiões metropolitanas. É o que indica a pesquisa sobre geração de emprego feita pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).
Segundo o levantamento, da 1,057 milhão de vagas criadas pela indústria nos últimos cinco anos --entre 2000 e 2004--, 75,99% foram oferecidas em municípios localizados no interior do país.
As principais cidades são Campinas (SP), São José dos Campos (SP), Franca (SP), Joinville (SC), Blumenau (SC), Caxias do Sul (RS) e Divinópolis (MG).
"Os principais fatores que influenciam o crescimento do emprego industrial no interior são as vantagens fiscais oferecidas pelos municípios para a instalação de novas empresas e o baixo custo da mão-de-obra", disse João Luiz Sabóia, coordenador do estudo e diretor do Departamento de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
A pesquisa foi feita com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), ambos do Ministério do Trabalho.
De acordo com os números apresentados, embora a criação de empregos esteja concentrada no interior, 11 capitais se destacam entre as 50 microrregiões responsáveis pela criação de 60% dos empregos industriais no período. Neste caso, o destaque ficou com Porto Alegre, que gerou 48.496 postos de trabalho. Em seguida aparece São Paulo, com 35.801 vagas.
A pesquisa destaca ainda que a criação de vagas beneficiou mais quem têm entre 18 e 24 anos. Nessa faixa de idade foram criados 1,067 milhão de vagas na indústria. Já a faixa da população que tem mais de 40 anos perdeu postos de trabalho (-336.609).
Por escolaridade, a geração de empregos ficou concentrada nas vagas que exigiam 2o grau (782.093). Já os que tem o 1o grau incompleto saíram perdendo (-219.997).
O levantamento mostra também que os homens conseguiram a maioria das novas vagas de emprego na indústria (64,5%).
Para este ano, Sabóia acredita em um bom desempenho do mercado de trabalho, já que o crescimento da economia deverá ser maior do que em 2005.
"Acho que o ano de 2006 vai ser mais favorável porque o governo vai fazer a economia crescer um pouco mais porque é ano eleitoral", avalia.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre o emprego industrial
Criação de emprego é maior no interior do que nas capitais, diz Senai
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ANA PAULA RIBEIROda Folha Online, em Brasília
A criação de empregos no setor industrial é maior no interior do que nas regiões metropolitanas. É o que indica a pesquisa sobre geração de emprego feita pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).
Segundo o levantamento, da 1,057 milhão de vagas criadas pela indústria nos últimos cinco anos --entre 2000 e 2004--, 75,99% foram oferecidas em municípios localizados no interior do país.
As principais cidades são Campinas (SP), São José dos Campos (SP), Franca (SP), Joinville (SC), Blumenau (SC), Caxias do Sul (RS) e Divinópolis (MG).
"Os principais fatores que influenciam o crescimento do emprego industrial no interior são as vantagens fiscais oferecidas pelos municípios para a instalação de novas empresas e o baixo custo da mão-de-obra", disse João Luiz Sabóia, coordenador do estudo e diretor do Departamento de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
A pesquisa foi feita com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), ambos do Ministério do Trabalho.
De acordo com os números apresentados, embora a criação de empregos esteja concentrada no interior, 11 capitais se destacam entre as 50 microrregiões responsáveis pela criação de 60% dos empregos industriais no período. Neste caso, o destaque ficou com Porto Alegre, que gerou 48.496 postos de trabalho. Em seguida aparece São Paulo, com 35.801 vagas.
A pesquisa destaca ainda que a criação de vagas beneficiou mais quem têm entre 18 e 24 anos. Nessa faixa de idade foram criados 1,067 milhão de vagas na indústria. Já a faixa da população que tem mais de 40 anos perdeu postos de trabalho (-336.609).
Por escolaridade, a geração de empregos ficou concentrada nas vagas que exigiam 2o grau (782.093). Já os que tem o 1o grau incompleto saíram perdendo (-219.997).
O levantamento mostra também que os homens conseguiram a maioria das novas vagas de emprego na indústria (64,5%).
Para este ano, Sabóia acredita em um bom desempenho do mercado de trabalho, já que o crescimento da economia deverá ser maior do que em 2005.
"Acho que o ano de 2006 vai ser mais favorável porque o governo vai fazer a economia crescer um pouco mais porque é ano eleitoral", avalia.
Especial


