18/01/2006
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12h46
da Folha Online
A Caixa Econômica Federal vai suspender a operação da Carta de Crédito FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). O vice-presidente de Desenvolvimento Urbano da Caixa, Jorge Hereda, disse que essa modalidade de financiamento habitacional perdeu competitividade após o acirramento da concorrência no setor de crédito imobiliário.
"O produto perdeu competitividade e deixou de ser vantajoso, pois os consumidores encontram opções mais baratas de financiamento", disse Hereda.
No ano passado foram financiados por meio da Carta de Crédito FAT apenas R$ 70 milhões. O montante representa uma queda de 70% em relação a 2004, quando o produto direcionou R$ 236,3 milhões para a compra da casa própria.
O principal problema de venda da Carta de Crédito FAT são os juros elevados: TJLP (9% ao ano) e mais 5,5% ao ano na aquisição de imóveis novos ou usados. Apesar do custo elevado, o produto era uma das poucas opções disponíveis em 2002 e 2003 para a classe média financiar a compra do imóvel novo ou usado.
Na ocasião, os recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) eram escassos e priorizavam o financiamento da compra de imóveis novos, preferencialmente para trabalhadores com menor renda. Além disso, a oferta de crédito imobiliário era baixa nos bancos privados.
A maior vantagem do financiamento com recursos do FAT era justamente poder atender a classe média, que ficava de fora do crédito FGTS por ganhar mais que a faixa salarial determinada pelo Codefat (Conselho Deliberativo do FAT).
No entanto, a partir de 2004, os marcos normativo, institucional e jurídicos do setor imobiliário começaram a se consolidar. Com mais segurança para oferecer crédito e risco menor de calote, os bancos privados começaram a elevar a concessão de financiamento para a compra da casa própria.
A virada ocorreu mesmo em 2005, quando obrigados pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), os bancos privados tiveram de elevar em 50% a concessão de crédito imobiliário. Para isso, tiveram de baixar juros e alongar o prazo de pagamento. Essa ofensiva das instituições privadas tiraram a competitividade da Carta de Crédito FAT.
Segundo Hereda, a Carta de Crédito FAT para a compra do imóvel novo ou usado deixará de ser operada a partir deste ano de 2006. Mesmo assim o banco ainda terá um orçamento de R$ 70 milhões para o financiamento da compra de material de construção com recursos do FAT.
Hereda afirmou que essas linhas continuam tendo saída no mercado. O Construcard FAT, por exemplo, financia de R$ 3.000 a R$ 12.000 pelo prazo máximo de pagamento de 96 meses.
Especial
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Caixa vai suspender financiamento da casa própria com recursos do FAT
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
A Caixa Econômica Federal vai suspender a operação da Carta de Crédito FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). O vice-presidente de Desenvolvimento Urbano da Caixa, Jorge Hereda, disse que essa modalidade de financiamento habitacional perdeu competitividade após o acirramento da concorrência no setor de crédito imobiliário.
"O produto perdeu competitividade e deixou de ser vantajoso, pois os consumidores encontram opções mais baratas de financiamento", disse Hereda.
No ano passado foram financiados por meio da Carta de Crédito FAT apenas R$ 70 milhões. O montante representa uma queda de 70% em relação a 2004, quando o produto direcionou R$ 236,3 milhões para a compra da casa própria.
O principal problema de venda da Carta de Crédito FAT são os juros elevados: TJLP (9% ao ano) e mais 5,5% ao ano na aquisição de imóveis novos ou usados. Apesar do custo elevado, o produto era uma das poucas opções disponíveis em 2002 e 2003 para a classe média financiar a compra do imóvel novo ou usado.
Na ocasião, os recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) eram escassos e priorizavam o financiamento da compra de imóveis novos, preferencialmente para trabalhadores com menor renda. Além disso, a oferta de crédito imobiliário era baixa nos bancos privados.
A maior vantagem do financiamento com recursos do FAT era justamente poder atender a classe média, que ficava de fora do crédito FGTS por ganhar mais que a faixa salarial determinada pelo Codefat (Conselho Deliberativo do FAT).
No entanto, a partir de 2004, os marcos normativo, institucional e jurídicos do setor imobiliário começaram a se consolidar. Com mais segurança para oferecer crédito e risco menor de calote, os bancos privados começaram a elevar a concessão de financiamento para a compra da casa própria.
A virada ocorreu mesmo em 2005, quando obrigados pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), os bancos privados tiveram de elevar em 50% a concessão de crédito imobiliário. Para isso, tiveram de baixar juros e alongar o prazo de pagamento. Essa ofensiva das instituições privadas tiraram a competitividade da Carta de Crédito FAT.
Segundo Hereda, a Carta de Crédito FAT para a compra do imóvel novo ou usado deixará de ser operada a partir deste ano de 2006. Mesmo assim o banco ainda terá um orçamento de R$ 70 milhões para o financiamento da compra de material de construção com recursos do FAT.
Hereda afirmou que essas linhas continuam tendo saída no mercado. O Construcard FAT, por exemplo, financia de R$ 3.000 a R$ 12.000 pelo prazo máximo de pagamento de 96 meses.
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