08/03/2006
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12h38
Colunista da Folha de S.Paulo
As redes de televisão são as principais (talvez únicas) vitoriosas com a escolha do padrão de modulação de TV digital japonês, que defendem desde 1999, quando fizeram os primeiros testes.
O padrão japonês é melhor para as TVs brasileiras porque é o que trará menos impacto ao seu modelo de negócios. Elas apenas ganharão um novo canal e transmitirão sinal digital nele. Pelo menos por enquanto, não haverá a entrada de novos concorrentes, principalmente as temidas telefônicas.
As redes temiam que a escolha do padrão europeu, por exemplo, trouxesse o modelo de exploração de televisão do continente, em que não há alta definição e empresas de telefonia atuam como distribuidores dos sinais (ou seja, cobram das TVs para distribuí-las).
Segundo as redes, o padrão japonês seria o único que lhes permitiria transmitir um sinal robusto, que "pega" bem em cidades de relevo acidentado, como o Rio, ou com muitos prédios, como São Paulo. Na TV digital, ou o sinal "pega" 100% ou não "pega".
Com a escolha do padrão japonês, as teles perdem -ou deixam de ganhar. Elas reivindicavam parte do espectro de UHF e VHF (usado pela TV) para explorarem serviços de telefonia e de distribuição de audiovisual pago.
Perdem também os defensores da democratização do espectro com a entrada de novos operadores. Para eles, a escolha do padrão japonês significa que o governo sucumbiu ao pragmatismo e quis agradar às grandes emissoras de televisão do país em ano eleitoral.
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Análise: Redes saem vitoriosas com padrão japonês de TV digital
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DANIEL CASTROColunista da Folha de S.Paulo
As redes de televisão são as principais (talvez únicas) vitoriosas com a escolha do padrão de modulação de TV digital japonês, que defendem desde 1999, quando fizeram os primeiros testes.
O padrão japonês é melhor para as TVs brasileiras porque é o que trará menos impacto ao seu modelo de negócios. Elas apenas ganharão um novo canal e transmitirão sinal digital nele. Pelo menos por enquanto, não haverá a entrada de novos concorrentes, principalmente as temidas telefônicas.
As redes temiam que a escolha do padrão europeu, por exemplo, trouxesse o modelo de exploração de televisão do continente, em que não há alta definição e empresas de telefonia atuam como distribuidores dos sinais (ou seja, cobram das TVs para distribuí-las).
Segundo as redes, o padrão japonês seria o único que lhes permitiria transmitir um sinal robusto, que "pega" bem em cidades de relevo acidentado, como o Rio, ou com muitos prédios, como São Paulo. Na TV digital, ou o sinal "pega" 100% ou não "pega".
Com a escolha do padrão japonês, as teles perdem -ou deixam de ganhar. Elas reivindicavam parte do espectro de UHF e VHF (usado pela TV) para explorarem serviços de telefonia e de distribuição de audiovisual pago.
Perdem também os defensores da democratização do espectro com a entrada de novos operadores. Para eles, a escolha do padrão japonês significa que o governo sucumbiu ao pragmatismo e quis agradar às grandes emissoras de televisão do país em ano eleitoral.
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