16/05/2006
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16h27
O pânico que tomou conta das ruas de São Paulo ontem derrubou as vendas do comércio de São Paulo após as 15h, segundo balanço divulgado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
As consultas ao SCPC e Usecheque, que funcionam como termômetro das vendas a prazo e à vista na cidade, tiveram uma queda média de 90% após as 15h na comparação com 9 de maio de 2005 --o primeiro dia após os Dia das Mães no ano passado.
Antes desse horário, a queda verificada foi de 20%, o que levou a uma redução média de 50% durante todo o dia.
Ontem, após uma madrugada tensa, com ataques do Primeiro Comando da Capital a bancos, ônibus, fóruns e uma estação de metrô, o pânico tomou conta da cidade.
Devido a rumores de novas ações, lojas, escolas e repartições fecharam e empresas dispensaram funcionários mais cedo.
Para Guilherme Afif Domingos, presidente da ACSP, o movimento no varejo deverá se normalizar ao longo do dia de hoje.
Ele acredita, entretanto, que a longo prazo os atos de violência transmitidos por órgãos de imprensa do mundo podem levar a uma redução nos investimentos e ao aumento do desemprego.
"Isso vai aumentar ainda mais a criminalidade, num verdadeiro círculo vicioso", afirmou.
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Pânico derrubou vendas do comércio de SP em 90% ontem
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da Folha OnlineO pânico que tomou conta das ruas de São Paulo ontem derrubou as vendas do comércio de São Paulo após as 15h, segundo balanço divulgado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
As consultas ao SCPC e Usecheque, que funcionam como termômetro das vendas a prazo e à vista na cidade, tiveram uma queda média de 90% após as 15h na comparação com 9 de maio de 2005 --o primeiro dia após os Dia das Mães no ano passado.
Antes desse horário, a queda verificada foi de 20%, o que levou a uma redução média de 50% durante todo o dia.
Ontem, após uma madrugada tensa, com ataques do Primeiro Comando da Capital a bancos, ônibus, fóruns e uma estação de metrô, o pânico tomou conta da cidade.
Devido a rumores de novas ações, lojas, escolas e repartições fecharam e empresas dispensaram funcionários mais cedo.
Para Guilherme Afif Domingos, presidente da ACSP, o movimento no varejo deverá se normalizar ao longo do dia de hoje.
Ele acredita, entretanto, que a longo prazo os atos de violência transmitidos por órgãos de imprensa do mundo podem levar a uma redução nos investimentos e ao aumento do desemprego.
"Isso vai aumentar ainda mais a criminalidade, num verdadeiro círculo vicioso", afirmou.
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