20/05/2006
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16h57
da Folha Online
A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) preparam uma proposta que pode reduzir para até uma semana o tempo em que um comprador de imóvel levará para fechar negócio. Atualmente, o menor prazo é de 30 a 40 dias, podendo levar até três ou quatro meses.
A burocracia está em comprovar que os interessados em comprar e vender imóveis não têm problemas de crédito e que o imóvel, assim como seu vendedor, não está comprometido em dívidas ou outras negociações.
A proposta das entidades é criar uma espécie de Detran (Departamento Estadual de Trânsito) para o imóvel, ou seja, concentrar na matrícula todas as informações, ônus e pendências do imóvel, assim como acontece com um carro. Com o número do Renavan, o comprador consegue saber se há multa, imposto atrasado ou alienação do veículo.
O diretor de crédito imobiliário da Febraban, Natalino Gazonato, disse que, com a concentração, seria possível gravar na matrícula qualquer informação e isso asseguraria que o imóvel é regular, o que facilitaria a vida de quem vende e daria mais segurança para quem compra.
'O que burocratiza é a comprovação, com certidões de cartórios, que têm prazo para serem usadas. Com a concentração, melhora a garantia do comprador e do financiador e nenhuma dívida poderá atingir aquele imóvel'.
O presidente da Abecip, Décio Tenerello, disse que a burocracia é um complicador na hora da concessão do crédito, mas não é determinante para impedir a negociação, mas sim a falta de renda e os juros altos.
Apoio
O fim da dor de cabeça e da necessidade de carregar certidões e comprovantes tem o apoio das construtoras, imobiliárias e do governo federal, que analisa como amenizar a burocracia e permitir a liberação de mais crédito.
A burocracia enfrentada para a concessão do crédito imobiliário é uma das principais reclamações de quem vende e de quem compra. O governo federal decidiu ouvir a reivindicação do setor e o ministro Guido Mantega (Fazenda) anotou as queixas em reunião com a Febraban na semana passada.
Segundo ele, o acesso ao crédito tem de ser ampliado em vários setores e as discussões vão começar pelo crédito imobiliário. Mantega também defendeu que a habitação tem de representar mais do 2% do PIB brasileiro e que a erradicação do déficit habitacional é uma das prioridades.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre financiamento imobiliário
Bancos preparam proposta para acelerar compra de imóvel
KAREN CAMACHOda Folha Online
A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) preparam uma proposta que pode reduzir para até uma semana o tempo em que um comprador de imóvel levará para fechar negócio. Atualmente, o menor prazo é de 30 a 40 dias, podendo levar até três ou quatro meses.
A burocracia está em comprovar que os interessados em comprar e vender imóveis não têm problemas de crédito e que o imóvel, assim como seu vendedor, não está comprometido em dívidas ou outras negociações.
A proposta das entidades é criar uma espécie de Detran (Departamento Estadual de Trânsito) para o imóvel, ou seja, concentrar na matrícula todas as informações, ônus e pendências do imóvel, assim como acontece com um carro. Com o número do Renavan, o comprador consegue saber se há multa, imposto atrasado ou alienação do veículo.
O diretor de crédito imobiliário da Febraban, Natalino Gazonato, disse que, com a concentração, seria possível gravar na matrícula qualquer informação e isso asseguraria que o imóvel é regular, o que facilitaria a vida de quem vende e daria mais segurança para quem compra.
'O que burocratiza é a comprovação, com certidões de cartórios, que têm prazo para serem usadas. Com a concentração, melhora a garantia do comprador e do financiador e nenhuma dívida poderá atingir aquele imóvel'.
O presidente da Abecip, Décio Tenerello, disse que a burocracia é um complicador na hora da concessão do crédito, mas não é determinante para impedir a negociação, mas sim a falta de renda e os juros altos.
Apoio
O fim da dor de cabeça e da necessidade de carregar certidões e comprovantes tem o apoio das construtoras, imobiliárias e do governo federal, que analisa como amenizar a burocracia e permitir a liberação de mais crédito.
A burocracia enfrentada para a concessão do crédito imobiliário é uma das principais reclamações de quem vende e de quem compra. O governo federal decidiu ouvir a reivindicação do setor e o ministro Guido Mantega (Fazenda) anotou as queixas em reunião com a Febraban na semana passada.
Segundo ele, o acesso ao crédito tem de ser ampliado em vários setores e as discussões vão começar pelo crédito imobiliário. Mantega também defendeu que a habitação tem de representar mais do 2% do PIB brasileiro e que a erradicação do déficit habitacional é uma das prioridades.
Especial

