23/05/2006
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13h18
da Folha Online
No final da manhã, o clima no mercado financeiro continua sendo de uma trégua depois do grande pessimismo de ontem. A tranqüilidade no exterior --a Bolsa de Nova York e as principais européias subiam-- também favorece o movimento de correção dos exageros da véspera.
Às 13h11, o dólar comercial tinha queda de 1,31%, para R$ 2,259, acompanhando o risco-país, que recuava 3,22%, para 270 pontos. A Bovespa tinha elevação de 1,91%, aos 37.194 pontos, puxada pelas ações da Companhia Vale do Rio Doce e da Petrobras --papéis que estão entre os mais negociados no pregão, eles apresentavam forte alta.
Analistas alertavam que o mau humor de ontem era exagerado porque os fundamentos da economia brasileira melhoraram muito, dando ao país condições para que enfrente melhor esse tipo de crise, e do desempenho e perspectiva de resultados das empresas nacionais.
Por isso, na Bolsa, começou a caça às pechinchas --papéis de qualidade que estão com preços atraentes depois de vários dias de desvalorização. As ações PNA da Companhia Vale do Rio Doce, por exemplo, subiam 3,3%, para R$ 44,10, e as ordinárias tinham elevação de 2,21%, vendidas a R$ 53,15. Para a companhia, a elevação do seu rating corporativo de longo prazo pela Standard and Poor's de BBB para BBB+ é uma boa notícia.
Enquanto os preços do petróleo voltam a subir, na casa dos US$ 70 no exterior, os papéis da Petrobras também avançam. Os preferenciais ganhavam 2,34%, a R$ 44, e os ordinários tinham elevação de 0,82%, a R$ 50,15.
O clima negativo começou em 10 de maio, quando o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) decidiu aumentar em 0,25 ponto percentual, para 5% ao ano, a taxa básica de juros dos EUA. Essa medida era amplamente aguardada, mas a expectativa do mercado era de que houvesse uma sinalização de interrupção do ciclo de altas --a última foi a 16ª consecutiva. Entretanto, o Fed disse, em nota, que outras elevações ainda podem ser feitas dependendo do comportamento dos indicadores econômicos.
Quando os juros nos EUA sobem, os grandes investidores internacionais abandonam suas aplicações em mercados emergentes, como o brasileiro, em busca de ativos de menor risco --dos quais os treasuries (títulos do tesouro norte-americano) são o melhor exemplo.
Esse é o movimento que tem sido observado nos últimos dias, uma realocação de portfólios buscando mais segurança em tempos de crescimento da inflação e dos juros nas economias centrais, com um desaquecimento global.
Não se pode dizer ainda, porém, se trata-se apenas de um ajuste ou de uma reversão de tendência. Por isso, a recomendação dos especialistas é de que os investidores pessoa física aguardem uma melhor definição antes de mudar de estratégia.
Espera-se que a ata da última reunião do Fed, que será divulgada em 31 de maio, possa dar pistas mais claras e objetivas sobre o rumo dos juros nos EUA. Se houver indicações de que a taxa tende a subir mais, o mercado pode se acomodar neste nível mais baixo. Ao contrário, se sinalizar uma pausa no ciclo de elevações, o bom humor de antes pode até ser retomado.
O dólar paralelo caía 2,89%, para R$ 2,35, e o turismo tinha baixa de 1,25%, a R$ 2,35.
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DENYSE GODOYda Folha Online
No final da manhã, o clima no mercado financeiro continua sendo de uma trégua depois do grande pessimismo de ontem. A tranqüilidade no exterior --a Bolsa de Nova York e as principais européias subiam-- também favorece o movimento de correção dos exageros da véspera.
Às 13h11, o dólar comercial tinha queda de 1,31%, para R$ 2,259, acompanhando o risco-país, que recuava 3,22%, para 270 pontos. A Bovespa tinha elevação de 1,91%, aos 37.194 pontos, puxada pelas ações da Companhia Vale do Rio Doce e da Petrobras --papéis que estão entre os mais negociados no pregão, eles apresentavam forte alta.
Analistas alertavam que o mau humor de ontem era exagerado porque os fundamentos da economia brasileira melhoraram muito, dando ao país condições para que enfrente melhor esse tipo de crise, e do desempenho e perspectiva de resultados das empresas nacionais.
Por isso, na Bolsa, começou a caça às pechinchas --papéis de qualidade que estão com preços atraentes depois de vários dias de desvalorização. As ações PNA da Companhia Vale do Rio Doce, por exemplo, subiam 3,3%, para R$ 44,10, e as ordinárias tinham elevação de 2,21%, vendidas a R$ 53,15. Para a companhia, a elevação do seu rating corporativo de longo prazo pela Standard and Poor's de BBB para BBB+ é uma boa notícia.
Enquanto os preços do petróleo voltam a subir, na casa dos US$ 70 no exterior, os papéis da Petrobras também avançam. Os preferenciais ganhavam 2,34%, a R$ 44, e os ordinários tinham elevação de 0,82%, a R$ 50,15.
O clima negativo começou em 10 de maio, quando o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) decidiu aumentar em 0,25 ponto percentual, para 5% ao ano, a taxa básica de juros dos EUA. Essa medida era amplamente aguardada, mas a expectativa do mercado era de que houvesse uma sinalização de interrupção do ciclo de altas --a última foi a 16ª consecutiva. Entretanto, o Fed disse, em nota, que outras elevações ainda podem ser feitas dependendo do comportamento dos indicadores econômicos.
Quando os juros nos EUA sobem, os grandes investidores internacionais abandonam suas aplicações em mercados emergentes, como o brasileiro, em busca de ativos de menor risco --dos quais os treasuries (títulos do tesouro norte-americano) são o melhor exemplo.
Esse é o movimento que tem sido observado nos últimos dias, uma realocação de portfólios buscando mais segurança em tempos de crescimento da inflação e dos juros nas economias centrais, com um desaquecimento global.
Não se pode dizer ainda, porém, se trata-se apenas de um ajuste ou de uma reversão de tendência. Por isso, a recomendação dos especialistas é de que os investidores pessoa física aguardem uma melhor definição antes de mudar de estratégia.
Espera-se que a ata da última reunião do Fed, que será divulgada em 31 de maio, possa dar pistas mais claras e objetivas sobre o rumo dos juros nos EUA. Se houver indicações de que a taxa tende a subir mais, o mercado pode se acomodar neste nível mais baixo. Ao contrário, se sinalizar uma pausa no ciclo de elevações, o bom humor de antes pode até ser retomado.
O dólar paralelo caía 2,89%, para R$ 2,35, e o turismo tinha baixa de 1,25%, a R$ 2,35.
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