31/05/2006
-
19h36
da Folha Online, em Brasília
A Globosat considerou positivo o acordo assinado hoje com o (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para a venda de seus canais a operadoras de TV paga fora do seu grupo econômico, já que conseguiu incluir no acordo que quebrou a exclusividade dos canais Sportv 1 e 2 todo o pacote de canais Globosat (que inclui GNT, GloboNews e Multishow). Entretanto, a empresa considera a possibilidade de eventuais efeitos negativos em seus negócios com a decisão.
A associação NeoTV, que representa 54 operadoras independentes, quando entrou com representação no Cade contra a Globosat pretendia forçar a venda apenas dos dois canais de esportes, considerados essenciais na programação das operadoras de TV por assinatura, por causa da exclusividade na transmissão dos principais esportivos, mas que eram vendidos até agora apenas às empresas afiliadas à Net/Globo.
'A Globosat entende que é direito dos produtores e programadores de conteúdo decidir quem pode distribuir suas obras e de que forma. Entende também que é legítimo que os donos dos direitos de exibição (no caso, os clubes de futebol) negociem livremente quem pode adquiri-los e exibi-los. Mas concorda que, numa situação extraordinária, como é o presente caso, tal direito não seja integralmente exercido, ainda que com possíveis efeitos negativos para seus negócios e de seus parceiros', diz a nota.
O relator do processo administrativo sobre o caso no Cade, conselheiro Paulo Furquim, reconheceu que a exclusividade sobre a transmissão de eventos esportivos detida pela Globosat inviabilizava a concorrência, e que por isso os canais deveriam ser ofertados também a operadoras de outros grupos interessadas em adquiri-los.
Entretanto, ele avaliou que as condições para a oferta desses canais deveria obedecer aos mesmos critérios dos contratos feitos hoje com as empresas operadoras do grupo Net, ou seja, incluindo os demais canais (GNT, GloboNews e Multishow). Segundo Furquim, a oferta desses canais separadamente criaria o que o Cade tentava evitar, que era a discriminação entre as operadoras.
Segundo a Globosat, o modelo de exclusividade na transmissão de conteúdos foi lançado pela TVA (associada a NeoTV), em 1991, com o canal de filmes HBO e outros. A Globosat alega que adotou a estratégia de 'produção e empacotamento de canais' quando não ocupava posição significativa no mercado porque não teve acesso a vários canais distribuídos pela empresa líder na época.
Leia mais
Globo perde exclusividade dos jogos de futebol na TV paga
Entenda o que muda na transmissão dos canais de esportes da Globosat
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a Globosat
Globosat considera acordo com Cade positivo, mas vê efeito em seus negócios
Publicidade
PATRÍCIA ZIMMERMANNda Folha Online, em Brasília
A Globosat considerou positivo o acordo assinado hoje com o (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para a venda de seus canais a operadoras de TV paga fora do seu grupo econômico, já que conseguiu incluir no acordo que quebrou a exclusividade dos canais Sportv 1 e 2 todo o pacote de canais Globosat (que inclui GNT, GloboNews e Multishow). Entretanto, a empresa considera a possibilidade de eventuais efeitos negativos em seus negócios com a decisão.
A associação NeoTV, que representa 54 operadoras independentes, quando entrou com representação no Cade contra a Globosat pretendia forçar a venda apenas dos dois canais de esportes, considerados essenciais na programação das operadoras de TV por assinatura, por causa da exclusividade na transmissão dos principais esportivos, mas que eram vendidos até agora apenas às empresas afiliadas à Net/Globo.
'A Globosat entende que é direito dos produtores e programadores de conteúdo decidir quem pode distribuir suas obras e de que forma. Entende também que é legítimo que os donos dos direitos de exibição (no caso, os clubes de futebol) negociem livremente quem pode adquiri-los e exibi-los. Mas concorda que, numa situação extraordinária, como é o presente caso, tal direito não seja integralmente exercido, ainda que com possíveis efeitos negativos para seus negócios e de seus parceiros', diz a nota.
O relator do processo administrativo sobre o caso no Cade, conselheiro Paulo Furquim, reconheceu que a exclusividade sobre a transmissão de eventos esportivos detida pela Globosat inviabilizava a concorrência, e que por isso os canais deveriam ser ofertados também a operadoras de outros grupos interessadas em adquiri-los.
Entretanto, ele avaliou que as condições para a oferta desses canais deveria obedecer aos mesmos critérios dos contratos feitos hoje com as empresas operadoras do grupo Net, ou seja, incluindo os demais canais (GNT, GloboNews e Multishow). Segundo Furquim, a oferta desses canais separadamente criaria o que o Cade tentava evitar, que era a discriminação entre as operadoras.
Segundo a Globosat, o modelo de exclusividade na transmissão de conteúdos foi lançado pela TVA (associada a NeoTV), em 1991, com o canal de filmes HBO e outros. A Globosat alega que adotou a estratégia de 'produção e empacotamento de canais' quando não ocupava posição significativa no mercado porque não teve acesso a vários canais distribuídos pela empresa líder na época.
Leia mais
Especial

