07/08/2006
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18h11
da Folha Online
A linha de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciada pelo governo federal, que reduz o spread para montadores que não demitirem, torna os veículos brasileiros mais competitivos no mercado, segundo avaliação da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
O presidente da associação, Rogelio Golfarb, disse que a medida é positiva na busca da competitividade. "Precisamos melhorar os custos de financiamento para fazer frente aos financiamentos externos."
O governo não adiantou os valores que serão liberados com a nova linha de financiamento nem a redução do spread, já que os estudos sobre a redução do spread teria sido conduzida pelo próprio BNDES.
O setor sempre pede por linhas de financiamentos com redução de juros. O argumento é que os concorrentes internacionais têm acesso a linhas mais vantajosas, o que os tornam mais competitivos. Nos últimos meses, o banco liberou dois empréstimos para empresas do setor com o mesmo objetivo: incrementar as exportações de veículos.
O último foi em abril, quando o BNDES liberou R$ 497,1 milhões para a Volkswagen destinados à expansão da produção de veículos Fox e CrossFox, à atualização dos designs de seus modelos e a melhorias no processo produtivo da companhia. O dinheiro ainda não foi totalmente liberado, segundo o BNDES.
Em novembro do ano passado, o BNDES já havia liberado US$ 303 milhões para a Volks, de um pacote de US$ 853 milhões para montadoras que incluiu Ford (US$ 250 milhões), GM (US$ 200 milhões) e Fiat (US$ 100 milhões). O objetivo também foi promover a exportação de veículos e as empresas tinham compromisso de exportar, juntas, US$ 2,8 bilhões em veículos.
Mas as montadoras mantiveram a expectativa de crescimento de apenas 2,7% nas exportações e alcançar US$ 11,5 bilhões neste ano. Segundo as montadoras, a pressão do câmbio, com o real valorizado frente ao dólar, é a principal responsável pelo crescimento modesto.
Sobre as medidas cambiais anunciadas pelo governo no final de julho, Golfarb também elogiou, dizendo que elas estão "no caminho certo", mas que não tem análise sobre seu impacto imediato.
Entre as medidas, o governo anunciou que as empresas exportadoras terão permissão para deixar 30% de suas receitas no exterior. Ou seja, a cada US$ 1 milhão em exportações, US$ 300 mil não precisam retornar ao país --o que livra os exportadores de custos operacionais e do pagamento de CPMF (Contribuição Financeira sobre Movimentação Financeira).
Os recursos mantidos o exterior apenas poderão ser usados para investimentos, aplicação financeira ou pagamento de obrigação próprios do exportador e a fiscalização ficará com a Receita Federal.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a Anfavea
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Financiamento do BNDES torna veículo brasileiro mais competitivo, diz Anfavea
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KAREN CAMACHOda Folha Online
A linha de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciada pelo governo federal, que reduz o spread para montadores que não demitirem, torna os veículos brasileiros mais competitivos no mercado, segundo avaliação da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
O presidente da associação, Rogelio Golfarb, disse que a medida é positiva na busca da competitividade. "Precisamos melhorar os custos de financiamento para fazer frente aos financiamentos externos."
O governo não adiantou os valores que serão liberados com a nova linha de financiamento nem a redução do spread, já que os estudos sobre a redução do spread teria sido conduzida pelo próprio BNDES.
O setor sempre pede por linhas de financiamentos com redução de juros. O argumento é que os concorrentes internacionais têm acesso a linhas mais vantajosas, o que os tornam mais competitivos. Nos últimos meses, o banco liberou dois empréstimos para empresas do setor com o mesmo objetivo: incrementar as exportações de veículos.
O último foi em abril, quando o BNDES liberou R$ 497,1 milhões para a Volkswagen destinados à expansão da produção de veículos Fox e CrossFox, à atualização dos designs de seus modelos e a melhorias no processo produtivo da companhia. O dinheiro ainda não foi totalmente liberado, segundo o BNDES.
Em novembro do ano passado, o BNDES já havia liberado US$ 303 milhões para a Volks, de um pacote de US$ 853 milhões para montadoras que incluiu Ford (US$ 250 milhões), GM (US$ 200 milhões) e Fiat (US$ 100 milhões). O objetivo também foi promover a exportação de veículos e as empresas tinham compromisso de exportar, juntas, US$ 2,8 bilhões em veículos.
Mas as montadoras mantiveram a expectativa de crescimento de apenas 2,7% nas exportações e alcançar US$ 11,5 bilhões neste ano. Segundo as montadoras, a pressão do câmbio, com o real valorizado frente ao dólar, é a principal responsável pelo crescimento modesto.
Sobre as medidas cambiais anunciadas pelo governo no final de julho, Golfarb também elogiou, dizendo que elas estão "no caminho certo", mas que não tem análise sobre seu impacto imediato.
Entre as medidas, o governo anunciou que as empresas exportadoras terão permissão para deixar 30% de suas receitas no exterior. Ou seja, a cada US$ 1 milhão em exportações, US$ 300 mil não precisam retornar ao país --o que livra os exportadores de custos operacionais e do pagamento de CPMF (Contribuição Financeira sobre Movimentação Financeira).
Os recursos mantidos o exterior apenas poderão ser usados para investimentos, aplicação financeira ou pagamento de obrigação próprios do exportador e a fiscalização ficará com a Receita Federal.
Especial


