11/08/2006
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13h19
da Folha de S.Paulo, no Rio
A Companhia Vale do Rio Doce anunciou hoje uma oferta pública para a aquisição de todas as ações ordinárias (com direito a voto em decisões da empresa) da mineradora canadense Inco.
As ações, em circulação na Bolsas de Toronto e de Nova York, seriam compradas à vista por 86 dólares canadenses cada, o que representa cerca US$ 17,67 bilhões em troca de todos esses papéis.
Segundo comunicado da Vale, a aquisição da Inco a tornaria a segunda maior mineradora do mundo em valor de mercado (US$ 77 bilhões), à frente da sul-africana Anglo American (US$ 65,6 bilhões) e da australiana Rio Tinto (US$ 73,4 bilhões) e atrás apenas da anglo-australiana BHP Billiton (US$ 135,3 bilhões).
De acordo com Fábio Barbosa, diretor financeiro da Vale, trata-se da maior operação de aquisição já feita por uma empresa da América Latina.
Preço
Analistas ouvidos pela Folha Online acreditam que a Vale poderá ser obrigada a elevar a oferta para conseguir comprar a Inco, já que as ações da empresa já tem sido negociadas a 86 dólares canadenses na Bolsa de Toronto.
Além disso, a Inco conta com duas outras ofertas de compra. Uma é da americana Phelps Dodge, de 85,67 dólares canadenses por ação. Já a também canadense Teck Cominco ofereceu 82,50 dólares por ação.
O presidente da Vale, Roger Agnelli, considerou "justo" o preço definido. "O preço reflete as qualidades da companhia. Não é barato, mas é o preço justo", afirmou.
Apesar de as três ofertas serem bastante parecidas, a proposta da Vale teria como diferencial ser a única a ser paga totalmente em dinheiro. O prêmio aos acionistas já estaria embutido no valor atual das ações da Inco, que acumulam alta de mais de 70% neste ano.
Inco
A Inco é líder no mercado global de níquel, ocupando o posto de segunda em produção e primeira em reservas. Com custos baixos, a empresa tem, segundo a Vale, o maior potencial de crescimento no setor.
Em 2005, a Inco apresentou receita de US$ 4,518 bilhões e lucro líquido de US$ 836 milhões. A dívida total em 30 de junho era de US$ 1,921 bilhão.
Juntas as duas empresas passariam a ter liderança no mercado global de minério de ferro, pelotas, níquel, bauxita, alumina, manganês e ferro ligas.
Segundo Roger Agnelli, presidente da Vale, a empresa tenta há anos ampliar seu ramo de atuação com o reforço da área de não-ferrosos.
Após a aquisição, a Vale reduziria suas receitas com ferrosos de 74% para 56% do total. Já a receita total passaria de US$ 13,4 bilhões para US$ 17,9 bilhões, segundo números fechados de 2005.
A empresa também ser internacionalizaria. Hoje 98% dos ativos da Vale estão no Brasil, percentual que cairia para 60% com a aquisição.
Oferta
A Vale informou que a oferta só será concretizada se conseguir a adesão dos acionistas da Inco de forma que possa deter ao menos 66,67% de todos os papéis ordinários da Inco. A oferta também está condicionada ao recebimento de todas as aprovações regulatórias necessárias.
A Vale acredita que tem como financiar a aquisição da compra da mineradora canadense em dinheiro 'sem incorrer em nenhum risco'.
A empresa afirma que possui uma linha compromissada de financiamento de dois anos com quatro grandes bancos: Credit Suisse, UBS, ABN AMRO e Santander.
A mineradora brasileira espera substituir esta linha com um pacote de financiamento de longo prazo num período de até 18 meses após a conclusão da transação proposta.
A empresa afirmou que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) também poderá financiar parte da operação, mas descartou vender outros ativos para obter os recursos.
Barbosa admitiu que as agências de classificação de risco vão colocar a Vale em observação. A empresa, entretanto, afirmou que espera manter seu grau de investimento.
Contatos
A Vale ainda não manteve contato com os administradores da Inco sobre a proposta. Maiores detalhes da oferta serão incluídos na oferta oficial de aquisição e em documentos que serão enviados aos acionistas.
A empresa já requisitou formalmente a lista dos acionistas da Inco para lhes enviar a oferta de aquisição e demais documentos o mais breve possível.
A Vale espera lançar formalmente esta oferta em anúncios em jornais na segunda-feira. A oferta estará aberta para adesão por 45 dias após o envio da oferta formal por correio e nenhuma ação ordinária da Inco será adquirida e paga conforme a oferta a menos que todas as condições da oferta sejam satisfeitas.
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A Companhia Vale do Rio Doce anunciou hoje uma oferta pública para a aquisição de todas as ações ordinárias (com direito a voto em decisões da empresa) da mineradora canadense Inco.
As ações, em circulação na Bolsas de Toronto e de Nova York, seriam compradas à vista por 86 dólares canadenses cada, o que representa cerca US$ 17,67 bilhões em troca de todos esses papéis.
Segundo comunicado da Vale, a aquisição da Inco a tornaria a segunda maior mineradora do mundo em valor de mercado (US$ 77 bilhões), à frente da sul-africana Anglo American (US$ 65,6 bilhões) e da australiana Rio Tinto (US$ 73,4 bilhões) e atrás apenas da anglo-australiana BHP Billiton (US$ 135,3 bilhões).
De acordo com Fábio Barbosa, diretor financeiro da Vale, trata-se da maior operação de aquisição já feita por uma empresa da América Latina.
Preço
Analistas ouvidos pela Folha Online acreditam que a Vale poderá ser obrigada a elevar a oferta para conseguir comprar a Inco, já que as ações da empresa já tem sido negociadas a 86 dólares canadenses na Bolsa de Toronto.
Além disso, a Inco conta com duas outras ofertas de compra. Uma é da americana Phelps Dodge, de 85,67 dólares canadenses por ação. Já a também canadense Teck Cominco ofereceu 82,50 dólares por ação.
O presidente da Vale, Roger Agnelli, considerou "justo" o preço definido. "O preço reflete as qualidades da companhia. Não é barato, mas é o preço justo", afirmou.
Apesar de as três ofertas serem bastante parecidas, a proposta da Vale teria como diferencial ser a única a ser paga totalmente em dinheiro. O prêmio aos acionistas já estaria embutido no valor atual das ações da Inco, que acumulam alta de mais de 70% neste ano.
Inco
A Inco é líder no mercado global de níquel, ocupando o posto de segunda em produção e primeira em reservas. Com custos baixos, a empresa tem, segundo a Vale, o maior potencial de crescimento no setor.
Em 2005, a Inco apresentou receita de US$ 4,518 bilhões e lucro líquido de US$ 836 milhões. A dívida total em 30 de junho era de US$ 1,921 bilhão.
Juntas as duas empresas passariam a ter liderança no mercado global de minério de ferro, pelotas, níquel, bauxita, alumina, manganês e ferro ligas.
Segundo Roger Agnelli, presidente da Vale, a empresa tenta há anos ampliar seu ramo de atuação com o reforço da área de não-ferrosos.
Após a aquisição, a Vale reduziria suas receitas com ferrosos de 74% para 56% do total. Já a receita total passaria de US$ 13,4 bilhões para US$ 17,9 bilhões, segundo números fechados de 2005.
A empresa também ser internacionalizaria. Hoje 98% dos ativos da Vale estão no Brasil, percentual que cairia para 60% com a aquisição.
Oferta
A Vale informou que a oferta só será concretizada se conseguir a adesão dos acionistas da Inco de forma que possa deter ao menos 66,67% de todos os papéis ordinários da Inco. A oferta também está condicionada ao recebimento de todas as aprovações regulatórias necessárias.
A Vale acredita que tem como financiar a aquisição da compra da mineradora canadense em dinheiro 'sem incorrer em nenhum risco'.
A empresa afirma que possui uma linha compromissada de financiamento de dois anos com quatro grandes bancos: Credit Suisse, UBS, ABN AMRO e Santander.
A mineradora brasileira espera substituir esta linha com um pacote de financiamento de longo prazo num período de até 18 meses após a conclusão da transação proposta.
A empresa afirmou que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) também poderá financiar parte da operação, mas descartou vender outros ativos para obter os recursos.
Barbosa admitiu que as agências de classificação de risco vão colocar a Vale em observação. A empresa, entretanto, afirmou que espera manter seu grau de investimento.
Contatos
A Vale ainda não manteve contato com os administradores da Inco sobre a proposta. Maiores detalhes da oferta serão incluídos na oferta oficial de aquisição e em documentos que serão enviados aos acionistas.
A empresa já requisitou formalmente a lista dos acionistas da Inco para lhes enviar a oferta de aquisição e demais documentos o mais breve possível.
A Vale espera lançar formalmente esta oferta em anúncios em jornais na segunda-feira. A oferta estará aberta para adesão por 45 dias após o envio da oferta formal por correio e nenhuma ação ordinária da Inco será adquirida e paga conforme a oferta a menos que todas as condições da oferta sejam satisfeitas.
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