11/08/2006
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12h02
da Folha Online
As ações da Companhia Vale do Rio Doce são as mais negociadas na Bovespa na manhã desta sexta-feira, depois que a empresa fez uma oferta de aproximadamente US$ 17,67 bilhões em dinheiro para comprar todas as ações ordinárias da mineradora canadense Inco.
Às 11h35, os papéis ordinários da Vale tinham desvalorização de 0,99%, a R$ 48,81, e os preferenciais recuavam 1,58%, a R$ 42,27.
Especialistas ouvidos pela Folha Online dizem que, como a Inco está sendo muito disputada por outras empresas, por exemplo a Teck Cominco e a Phelps Dodge, as quais já fizeram ofertas, a aquisição poderia ficar muito cara para a Vale. "Se o preço subir muito, vai ser um mau negócio", diz um analista que prefere não se identificar.
Também pode desagradar aos acionistas a necessidade de a brasileira se endividar para fazer o pagamento.
Por isso, a tendência para as ações da Vale no curto prazo é de queda.
Entretanto, a compra da Inco pode significar um bom ganho para a brasileira, porque atualmente a maior parte das suas receitas vêm da exploração e comercialização de minério de ferro, então os seus resultados ficam muito atrelados à variação cíclica de preços da commodity. Como a canadense é líder no mercado global de níquel --a segunda em produção e primeira em reservas--, essa diversificação de atuação seria muito positiva para a Vale. A exploração do mercado de níquel ainda não está consolidada.
Além disso, com a aquisição, a companhia brasileira passaria a ser a segunda maior mineradora do mundo, à frente da sul-africana Anglo American e da australiana Rio Tinto e atrás apenas da anglo-australiana BHP Billiton.
Apesar do susto inicial, os investidores podem olhar mais para essas perspectivas. Porém, uma análise mais profunda sobre o desempenho das ações da Vale no médio e no longo prazo depende das condições da eventual efetivação do negócio.
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Ações da Vale caem após oferta pela mineradora canadense Inco
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DENYSE GODOYda Folha Online
As ações da Companhia Vale do Rio Doce são as mais negociadas na Bovespa na manhã desta sexta-feira, depois que a empresa fez uma oferta de aproximadamente US$ 17,67 bilhões em dinheiro para comprar todas as ações ordinárias da mineradora canadense Inco.
Às 11h35, os papéis ordinários da Vale tinham desvalorização de 0,99%, a R$ 48,81, e os preferenciais recuavam 1,58%, a R$ 42,27.
Especialistas ouvidos pela Folha Online dizem que, como a Inco está sendo muito disputada por outras empresas, por exemplo a Teck Cominco e a Phelps Dodge, as quais já fizeram ofertas, a aquisição poderia ficar muito cara para a Vale. "Se o preço subir muito, vai ser um mau negócio", diz um analista que prefere não se identificar.
Também pode desagradar aos acionistas a necessidade de a brasileira se endividar para fazer o pagamento.
Por isso, a tendência para as ações da Vale no curto prazo é de queda.
Entretanto, a compra da Inco pode significar um bom ganho para a brasileira, porque atualmente a maior parte das suas receitas vêm da exploração e comercialização de minério de ferro, então os seus resultados ficam muito atrelados à variação cíclica de preços da commodity. Como a canadense é líder no mercado global de níquel --a segunda em produção e primeira em reservas--, essa diversificação de atuação seria muito positiva para a Vale. A exploração do mercado de níquel ainda não está consolidada.
Além disso, com a aquisição, a companhia brasileira passaria a ser a segunda maior mineradora do mundo, à frente da sul-africana Anglo American e da australiana Rio Tinto e atrás apenas da anglo-australiana BHP Billiton.
Apesar do susto inicial, os investidores podem olhar mais para essas perspectivas. Porém, uma análise mais profunda sobre o desempenho das ações da Vale no médio e no longo prazo depende das condições da eventual efetivação do negócio.
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