24/08/2006
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09h48
da Folha Online, no Rio de Janeiro
A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas do país subiu de 10,4% em junho para 10,7% em julho, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da maior taxa desde abril de 2005 (10,8%), o que contraria ainda as expectativas de que o desemprego fosse começar a ceder.
Na comparação com julho do ano passado, quando o desemprego era de 9,4%, o índice subiu 1,3 ponto percentual. O contingente total de desempregados atingiu em julho 2,4 milhões de pessoas e se assemelhou ao de julho de 2004.
Já a renda do trabalhador também decepcionou e apresentou no mês passado a primeira queda após cinco altas consecutivas: uma redução de 0,7% em relação ao mês anterior.
A economia brasileira desacelerou no segundo trimestre deste ano apesar da contínua queda da taxa básica de juros da economia.
Além da crise da agricultura, a indústria também patinou e teve em junho queda de 1,7% em relação a maio. O governo explicou a queda com os dias parados devido à Copa do Mundo.
Para o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, no mês de julho houve um maior número de pessoas dispostas a procurar emprego graças ao período eleitoral, mas o baixo dinamismo da economia fez com que o número de vagas abertas fosse insuficiente.
"Acendeu a luz de atenção, alguma coisa no mercado de trabalho não vai bem", afirmou.
Na comparação regional, a maior taxa de desemprego foi observada em Recife: 15,3%. A média da taxa de desocupação até julho é a mesma do ano passado: 10,2%.
Renda
O poder de compra da população ocupada registrou em julho a primeira queda do ano. O decréscimo de 0,7% em relação a junho fez com que o rendimento médio real ficasse em R$ 1.028,50. Em relação a julho de 2005, por outro lado, houve um aumento de 3,4%.
A queda na renda foi puxada pelo desempenho da Região Metropolitana de São Paulo, que apresentou um recuo de 2%.
A redução do rendimento foi acompanhada de uma perda de fôlego na formalização do mercado de trabalho. Os empregos com carteira subiram apenas 0,8%.
Por outro lado, o aumento de 2,3% nos empregos sem carteira assinada, o que não vinha ocorrendo nos últimos meses, também contribuiu para pressionar para baixo o valor dos rendimentos.
Apesar disso, Cimar lembra que nos últimos sete meses, o rendimento médio real do trabalhador apresentou um crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
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CLARICE SPITZda Folha Online, no Rio de Janeiro
A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas do país subiu de 10,4% em junho para 10,7% em julho, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da maior taxa desde abril de 2005 (10,8%), o que contraria ainda as expectativas de que o desemprego fosse começar a ceder.
Na comparação com julho do ano passado, quando o desemprego era de 9,4%, o índice subiu 1,3 ponto percentual. O contingente total de desempregados atingiu em julho 2,4 milhões de pessoas e se assemelhou ao de julho de 2004.
Já a renda do trabalhador também decepcionou e apresentou no mês passado a primeira queda após cinco altas consecutivas: uma redução de 0,7% em relação ao mês anterior.
A economia brasileira desacelerou no segundo trimestre deste ano apesar da contínua queda da taxa básica de juros da economia.
Além da crise da agricultura, a indústria também patinou e teve em junho queda de 1,7% em relação a maio. O governo explicou a queda com os dias parados devido à Copa do Mundo.
Para o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, no mês de julho houve um maior número de pessoas dispostas a procurar emprego graças ao período eleitoral, mas o baixo dinamismo da economia fez com que o número de vagas abertas fosse insuficiente.
"Acendeu a luz de atenção, alguma coisa no mercado de trabalho não vai bem", afirmou.
Na comparação regional, a maior taxa de desemprego foi observada em Recife: 15,3%. A média da taxa de desocupação até julho é a mesma do ano passado: 10,2%.
Renda
O poder de compra da população ocupada registrou em julho a primeira queda do ano. O decréscimo de 0,7% em relação a junho fez com que o rendimento médio real ficasse em R$ 1.028,50. Em relação a julho de 2005, por outro lado, houve um aumento de 3,4%.
A queda na renda foi puxada pelo desempenho da Região Metropolitana de São Paulo, que apresentou um recuo de 2%.
A redução do rendimento foi acompanhada de uma perda de fôlego na formalização do mercado de trabalho. Os empregos com carteira subiram apenas 0,8%.
Por outro lado, o aumento de 2,3% nos empregos sem carteira assinada, o que não vinha ocorrendo nos últimos meses, também contribuiu para pressionar para baixo o valor dos rendimentos.
Apesar disso, Cimar lembra que nos últimos sete meses, o rendimento médio real do trabalhador apresentou um crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
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