24/08/2006
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10h59
da Folha Online, em Brasília
Os gastos do setor público (União, Estados, municípios e estatais) com juros somaram R$ 95,096 bilhões até julho, um crescimento de 3,07% em relação aos sete primeiros meses do ano passado. Essa despesa equivale a 8,16% do PIB (Produto Interno Bruto).
Segundo nota do Banco Central, o maior pagamento de juros é conseqüência dos resultados menos favoráveis nas operações de "swap".
Já o superávit primário (receitas menos despesas, excluindo gastos com juros), que é a economia feita para o pagamento de juros, ficou em R$ 62,769 bilhões, uma queda de 8,7% sobre o mesmo período de 2005. Em relação ao PIB, a economia é de 5,39%. Já no acumulado dos 12 meses encerrados em julho, o superávit caiu para 4,33% do PIB. A meta para este ano é de 4,25%.
Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o fato de a economia feita nos últimos 12 meses estar próxima da meta não é preocupante. Para ele, o mais importante é o resultado do final do ano e garante que o desempenho fiscal está em linha com a meta.
Ele citou como exemplo 2003, quando a meta também era de 4,25% e em janeiro o resultado acumulado estava em 4,06% e, em setembro e outubro, 4,09%. Naquele ano a meta foi cumprida.
O governo central deu a maior colaboração para a economia total do setor público. Ela foi de R$ 42,132 bilhões. Já a economia dos governos regionais (Estados e municípios) foi de R$ 13,234 bilhões e a das estatais, de R$ 7,403 bilhões.
Como a economia foi menor que o pagamento de juros, o déficit nominal ficou em R$ 32,326 bilhões, o equivalente a 2,78% do PIB.
Julho
No mês passado, o setor público fez um superávit de R$ 5,615 bilhões, uma queda de 46,3% na comparação com o mês anterior (R$ 10,444 bilhões) e de 36,16% em relação a julho de 2005 (R$ 8,796 bilhões).
Essa queda ocorreu por conta do pagamento da primeira parcela do 13o salário de servidores e, além disso, houve uma redução de receita em relação a junho, mês que há forte recolhimento de tributos. "Isso faz com que o resultado de julho seja substancialmente menor que junho."
O governo central registrou em julho um superávit de R$ 3,601 bilhões. Os Estados e municípios registraram um resultado primário de R$ 3,438 bilhões. As empresas estatais registraram superávit de apenas R$ 337 milhões.
O superávit não foi suficiente para arcar com todos os gastos com juros, que somaram R$ 13,455 bilhões. Com isso, o déficit nominal --receitas menos despesas, incluindo gastos com juros-- foi de R$ 7,840 bilhões no mês passado.
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Pagamento de juros no ano chega a R$ 95,096 bilhões até julho
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ANA PAULA RIBEIROda Folha Online, em Brasília
Os gastos do setor público (União, Estados, municípios e estatais) com juros somaram R$ 95,096 bilhões até julho, um crescimento de 3,07% em relação aos sete primeiros meses do ano passado. Essa despesa equivale a 8,16% do PIB (Produto Interno Bruto).
Segundo nota do Banco Central, o maior pagamento de juros é conseqüência dos resultados menos favoráveis nas operações de "swap".
Já o superávit primário (receitas menos despesas, excluindo gastos com juros), que é a economia feita para o pagamento de juros, ficou em R$ 62,769 bilhões, uma queda de 8,7% sobre o mesmo período de 2005. Em relação ao PIB, a economia é de 5,39%. Já no acumulado dos 12 meses encerrados em julho, o superávit caiu para 4,33% do PIB. A meta para este ano é de 4,25%.
Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o fato de a economia feita nos últimos 12 meses estar próxima da meta não é preocupante. Para ele, o mais importante é o resultado do final do ano e garante que o desempenho fiscal está em linha com a meta.
Ele citou como exemplo 2003, quando a meta também era de 4,25% e em janeiro o resultado acumulado estava em 4,06% e, em setembro e outubro, 4,09%. Naquele ano a meta foi cumprida.
O governo central deu a maior colaboração para a economia total do setor público. Ela foi de R$ 42,132 bilhões. Já a economia dos governos regionais (Estados e municípios) foi de R$ 13,234 bilhões e a das estatais, de R$ 7,403 bilhões.
Como a economia foi menor que o pagamento de juros, o déficit nominal ficou em R$ 32,326 bilhões, o equivalente a 2,78% do PIB.
Julho
No mês passado, o setor público fez um superávit de R$ 5,615 bilhões, uma queda de 46,3% na comparação com o mês anterior (R$ 10,444 bilhões) e de 36,16% em relação a julho de 2005 (R$ 8,796 bilhões).
Essa queda ocorreu por conta do pagamento da primeira parcela do 13o salário de servidores e, além disso, houve uma redução de receita em relação a junho, mês que há forte recolhimento de tributos. "Isso faz com que o resultado de julho seja substancialmente menor que junho."
O governo central registrou em julho um superávit de R$ 3,601 bilhões. Os Estados e municípios registraram um resultado primário de R$ 3,438 bilhões. As empresas estatais registraram superávit de apenas R$ 337 milhões.
O superávit não foi suficiente para arcar com todos os gastos com juros, que somaram R$ 13,455 bilhões. Com isso, o déficit nominal --receitas menos despesas, incluindo gastos com juros-- foi de R$ 7,840 bilhões no mês passado.
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