26/10/2006
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18h46
da Folha Online
A Polícia Federal apreendeu hoje 17 veículos das marcas Lamborghini e Mercedes-Benz na cidade de São Paulo por suspeita de importação irregular.
Seis desses veículos foram apreendidos durante a tarde no estande da Lamborghini no Salão do Automóvel em São Paulo em meio a uma multidão de curiosos.
Os demais foram retirados de uma loja da Auto Europa Veículos Ltda., empresa apontada pela PF como responsável pela importação dos Lamborghini expostos no estande.
A Lamborghini fabrica alguns dos carros mais caros e luxuosos do mundo. Segundo a PF, cada um dos cinco carros apreendidos vale cerca de R$ 1,5 milhão. A polícia não soube dizer o valor dos Mercedes.
Investigações feitas pela PF desde janeiro chegaram a indícios de que a Auto Europa trazia os carros para o Brasil por meio de uma empresa de fachada, a TAG Importadora, por Manaus (AM), Paranaguá (PR) e Santos (SP).
Não havia pagamento de impostos de importação porque a TAG alegava que os veículos deixariam o país após a realização de testes.
Para isso, a empresa inscrevia os carros no regime de admissão temporária de um bem, operação isenta de tributação e que é utilizada, por exemplo, pelas equipes de F-1 para trazer os veículos ao Brasil na época do GP de Interlagos. No país, os carros podem permanecer por 90 dias prorrogáveis por mais 90 sob esse regime.
A PF suspeita que a Auto Europa contava com a ajuda de servidores da Receita Federal, da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e do Detran para, durante esses 180 dias, passar os veículos para o regime de admissão definitiva sem que os impostos correspondentes fossem pagos Os carros eram depois comercializados pela empresa, o que geraria um ganho indevido.
Os policiais suspeitaram inicialmente do argumento utilizado pela empresa para trazer os carros ao Brasil. A TAG afirmava que faria testes de emissões de poluentes com os veículos, mas a PF afirmou que na Itália e na Alemanha, onde são fabricados Lamborghinis e Mercedes, respectivamente, a legislação ambiental é muito mais rigorosa que no Brasil.
Em junho, após as investigações encontrarem novos indícios de irregularidades, a Justiça Federal mandou apreender cinco Lamborghinis que estavam hoje no Salão do Automóvel.
Na época, a TAG argumentou que no pátio da Receita os carros poderiam ser danificados e a Justiça acabou nomeando a própria empresa como fiel depositária. Posteriormente, um pedido de autorização para que os automóveis fossem expostos no Salão do Automóvel foi negado.
Como a ordem judicial não foi cumprida, os veículos foram retirados pela PF do Salão hoje por meio de uma saída de emergência. Policiais e até mesmo um delegado dirigiram os carros para fora do pavilhão de exposições do Anhembi. Depois os veículos não foram guinchados, mas dirigidos em comboio até a superintendência da PF na Lapa (zona oeste).
A ação da PF provocou uma pequena aglomeração de curiosos, que não tinham o acesso ao estande da marca, que foi isolado pelos policiais. Durante a apreensão, muitas pessoas aproveitaram para bater fotos e vibraram com o funcionamento dos motores.
Entre os modelos que foram apreendidos pela PF estão o Lamborghini Gallardo (que custa cerca de R$ 1,15 milhão) e o Lamborghini Murciélago (R$ 1,6 milhão).
Outro lado.
Miro Ikis, diretor comercial da Auto Europa, disse que a empresa sofreu hoje uma injustiça e que não havia nenhuma irregularidade na importação dos veículos.
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KAREN CAMACHOda Folha Online
A Polícia Federal apreendeu hoje 17 veículos das marcas Lamborghini e Mercedes-Benz na cidade de São Paulo por suspeita de importação irregular.
Seis desses veículos foram apreendidos durante a tarde no estande da Lamborghini no Salão do Automóvel em São Paulo em meio a uma multidão de curiosos.
Os demais foram retirados de uma loja da Auto Europa Veículos Ltda., empresa apontada pela PF como responsável pela importação dos Lamborghini expostos no estande.
| Divulgação |
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| Lamborghini Gallardo, um dos modelos apreendidos hoje pela PF em São Paulo |
Investigações feitas pela PF desde janeiro chegaram a indícios de que a Auto Europa trazia os carros para o Brasil por meio de uma empresa de fachada, a TAG Importadora, por Manaus (AM), Paranaguá (PR) e Santos (SP).
Não havia pagamento de impostos de importação porque a TAG alegava que os veículos deixariam o país após a realização de testes.
Para isso, a empresa inscrevia os carros no regime de admissão temporária de um bem, operação isenta de tributação e que é utilizada, por exemplo, pelas equipes de F-1 para trazer os veículos ao Brasil na época do GP de Interlagos. No país, os carros podem permanecer por 90 dias prorrogáveis por mais 90 sob esse regime.
A PF suspeita que a Auto Europa contava com a ajuda de servidores da Receita Federal, da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e do Detran para, durante esses 180 dias, passar os veículos para o regime de admissão definitiva sem que os impostos correspondentes fossem pagos Os carros eram depois comercializados pela empresa, o que geraria um ganho indevido.
Os policiais suspeitaram inicialmente do argumento utilizado pela empresa para trazer os carros ao Brasil. A TAG afirmava que faria testes de emissões de poluentes com os veículos, mas a PF afirmou que na Itália e na Alemanha, onde são fabricados Lamborghinis e Mercedes, respectivamente, a legislação ambiental é muito mais rigorosa que no Brasil.
Em junho, após as investigações encontrarem novos indícios de irregularidades, a Justiça Federal mandou apreender cinco Lamborghinis que estavam hoje no Salão do Automóvel.
Na época, a TAG argumentou que no pátio da Receita os carros poderiam ser danificados e a Justiça acabou nomeando a própria empresa como fiel depositária. Posteriormente, um pedido de autorização para que os automóveis fossem expostos no Salão do Automóvel foi negado.
Como a ordem judicial não foi cumprida, os veículos foram retirados pela PF do Salão hoje por meio de uma saída de emergência. Policiais e até mesmo um delegado dirigiram os carros para fora do pavilhão de exposições do Anhembi. Depois os veículos não foram guinchados, mas dirigidos em comboio até a superintendência da PF na Lapa (zona oeste).
A ação da PF provocou uma pequena aglomeração de curiosos, que não tinham o acesso ao estande da marca, que foi isolado pelos policiais. Durante a apreensão, muitas pessoas aproveitaram para bater fotos e vibraram com o funcionamento dos motores.
Entre os modelos que foram apreendidos pela PF estão o Lamborghini Gallardo (que custa cerca de R$ 1,15 milhão) e o Lamborghini Murciélago (R$ 1,6 milhão).
Outro lado.
Miro Ikis, diretor comercial da Auto Europa, disse que a empresa sofreu hoje uma injustiça e que não havia nenhuma irregularidade na importação dos veículos.
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