03/11/2006
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13h27
A entrada de recursos estrangeiros na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) deve ter alcançado em outubro o maior volume desde janeiro.
Entre os dias 1º e 27 do mês passado, os estrangeiros compraram em ações na Bolsa R$ 16,882 bilhões e venderam R$ 15,399 bilhões, o que levou a um saldo positivo de R$ 1,483 bilhão.
Nos dias 30 e 31 a tendência é de que esse saldo tenha se mantido praticamente estável, já que no período o Ibovespa (principal índice da Bolsa) teve uma pequena oscilação de 39.328 pontos para 39.262 pontos.
Se confirmada essa expectativa, o saldo de outubro só deve ser superado por janeiro, quando o ingresso líquido de investimentos estrangeiros totalizou R$ 2,614 bilhões.
O forte ingresso de recursos em outubro fez com que o Ibovespa liderasse o ranking de aplicações, com uma valorização de 7,7% no mês passado.
Segundo analistas, o apetite dos estrangeiros por papéis brasileiros impulsiona as ações na Bovespa. "Tem dinheiro de estrangeiro entrando todo dia. É isso que está impulsionando a Bovespa", disse Álvaro Borges da Silva, agente autônomo de investimentos.
A corrida pela compra de papéis no Brasil, iniciada em meados de outubro, quando já se vislumbrava a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição, continuou no início de novembro.
A Bolsa teve alta de 1,7% na quarta-feira, permaneceu fechada ontem devido ao feriado e hoje volta a subir mais de 1% apesar de o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York caminhar nesta sexta-feira para o quinto fechamento consecutivo de baixa.
O único soluço na Bolsa brasileira aconteceu na segunda-feira, quando declarações do ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) de que chegara ao fim a "era Palocci" provocaram alguma preocupação nos investidores.
Segundo Álvaro Borges da Silva, o mercado acionário brasileiro "deu uma travada" com a especulação de um possível ajuste fiscal menos rigoroso no segundo mandato.
Ele disse, entretanto, que a promessa de Lula de manter a responsabilidade fiscal e as metas de inflação e o recuo de Tarso Genro acalmaram os investidores.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre estrangeiros na Bovespa
Investimento estrangeiro na Bovespa deve ser o maior desde janeiro
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da Folha OnlineA entrada de recursos estrangeiros na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) deve ter alcançado em outubro o maior volume desde janeiro.
Entre os dias 1º e 27 do mês passado, os estrangeiros compraram em ações na Bolsa R$ 16,882 bilhões e venderam R$ 15,399 bilhões, o que levou a um saldo positivo de R$ 1,483 bilhão.
Nos dias 30 e 31 a tendência é de que esse saldo tenha se mantido praticamente estável, já que no período o Ibovespa (principal índice da Bolsa) teve uma pequena oscilação de 39.328 pontos para 39.262 pontos.
Se confirmada essa expectativa, o saldo de outubro só deve ser superado por janeiro, quando o ingresso líquido de investimentos estrangeiros totalizou R$ 2,614 bilhões.
O forte ingresso de recursos em outubro fez com que o Ibovespa liderasse o ranking de aplicações, com uma valorização de 7,7% no mês passado.
Segundo analistas, o apetite dos estrangeiros por papéis brasileiros impulsiona as ações na Bovespa. "Tem dinheiro de estrangeiro entrando todo dia. É isso que está impulsionando a Bovespa", disse Álvaro Borges da Silva, agente autônomo de investimentos.
A corrida pela compra de papéis no Brasil, iniciada em meados de outubro, quando já se vislumbrava a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição, continuou no início de novembro.
A Bolsa teve alta de 1,7% na quarta-feira, permaneceu fechada ontem devido ao feriado e hoje volta a subir mais de 1% apesar de o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York caminhar nesta sexta-feira para o quinto fechamento consecutivo de baixa.
O único soluço na Bolsa brasileira aconteceu na segunda-feira, quando declarações do ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) de que chegara ao fim a "era Palocci" provocaram alguma preocupação nos investidores.
Segundo Álvaro Borges da Silva, o mercado acionário brasileiro "deu uma travada" com a especulação de um possível ajuste fiscal menos rigoroso no segundo mandato.
Ele disse, entretanto, que a promessa de Lula de manter a responsabilidade fiscal e as metas de inflação e o recuo de Tarso Genro acalmaram os investidores.
Especial


