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25/01/2007 - 11h12

Investimentos estrangeiros no Brasil crescem 24,7% em 2006

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ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

O Brasil registrou no ano passado uma entrada de US$ 18,782 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, uma crescimento de 24,7% na comparação com o mesmo período de 2005. Em dezembro, a entrada líquida foi de R$ 2,487 bilhões.

Essa entrada superou um pouco a expectativa do Banco Central, que era de US$ 18,3 bilhões.

"Você tem hoje uma diversificação muito grande dos setores que estão recebendo esses investimentos", disse Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do Banco Central.

Esses investimentos são importantes para sustentar o crescimento da economia, já que ajudam a ampliar a capacidade de produção das empresas, ou seja, ofertar um maior número de bens e serviços. Essa capacidade maior reduz o risco de pressões sobre os preços.

O total de investimentos estrangeiros em 2006 é equivalente a 1,96% do PIB (Produto Interno Bruto). Em 2005, era de 1,89%.

De acordo com o Banco Central, metalurgia e papel e celulose foram os segmentos com maiores ingressos no setor industrial. Já no setor de serviços destacaram-se a intermediação financeira e as atividades imobiliárias.

Para este ano, Lopes acredita que quatro segmentos deverão ter uma boa elevação de investimentos: extração de petróleo; fabricação de petróleo, combustíveis e álcool; atividades imobiliárias (construções); e alojamento e alimentação, principalmente compra de hotéis.

"São setores que não recebiam investimentos e agora estão recebendo muito", disse.

Em 2005, esse segmento de fabricação de petróleo e álcool, onde estão incluídas as usinas, receberam US$ 8 milhões em investimento estrangeiro. No ano passado, os ingressos foram de US$ 260 milhões.

No caso das atividades imobiliárias, os investimentos passaram de US$ 297 milhões para US$ 1,404 bilhão.

Apesar da elevação registrada em 2006, pela primeira vez os investimentos brasileiros diretos no exterior superaram os ingressos no país, que chegaram a US$ 27,3 bilhões, mais de dez vezes do valor realizado em 2005 (US$ 2,517 bilhões).

Contas externas

A conta que representa as principais operações financeiras do país com o exterior (balança comercial, a conta de serviços e rendas e as transferências unilaterais) apresentou um superávit de US$ 13,528 bilhões no ano passado, uma queda de 3,3% em relação a 2005.

A conta de transações correntes foi influenciada positivamente pelo saldo da balança comercial, de US$ 46,074 bilhões, e pelas transferências unilaterais, que somaram US$ 4,306 bilhões. Já a conta de serviços e rendas teve um déficit de US$ 36,852 bilhões.

Em dezembro, o superávit na conta corrente foi de US$ 356 milhões.

Para janeiro, a previsão é que o resultado fique próximo a zero. De acordo com Lopes, isso deverá acontecer porque as transações comerciais serão mais fracas neste mês.

O balanço de pagamentos, que reflete as movimentações de recursos feitas com o exterior, encerrou o ano com um superávit de US$ 30,569 bilhões, contra US$ 4,319 bilhões em 2005. O valor em 2005 foi menor porque o governo brasileiro realizou o pagamento antecipado ao FMI (Fundo Monetário Nacional) e ao Clube de Paris.

Em dezembro, o saldo dessa conta ficou positivo em US$ 3,15 bilhões.

O balanço inclui o resultado das transações correntes mais a conta capital e financeira (que representam as operações financeiras do país com o exterior) e o ingresso de investimentos estrangeiros.

A conta de capital e financeira fechou 2006 com um superávit de US$ 17,277 bilhões.

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