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Dinheiro
06/02/2007 - 13h34

Unicel promete serviço de celular 40% mais barato em SP

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PATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Online, em Brasília

Depois de ter sua proposta para ser a quarta operadora de telefonia celular na região metropolitana de São Paulo aberta hoje pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a Unicel promete chegar ao mercado com tarifas 40% mais baixas que a média praticada pelas concorrentes Vivo, TIM e Claro.

A empresa ofereceu R$ 93,8 milhões (preço mínimo previsto no edital) pela licença oferecida em uma licitação iniciada há cerca de um ano, marcada por disputas judiciais.

Segundo o representante dos investidores estrangeiros (fundos de investimento e pessoas físicas) que darão amparo financeiro à empresa no Brasil, Edward Jordan, presidente da empresa EBJ Oito Participações no Brasil, a proposta da Unicel é a de ser uma empresa de baixo custo e baixo preço.

Para isso, a empresa, se tiver a licença confirmada pela Anatel, entrará no mercado com uma estratégia diferente das demais operadoras. A Unicel não pretende subsidiar os aparelhos celulares, como fazem as concorrentes, mas apostar na venda de chip (cartão utilizado na tecnologia GSM que corresponde à linha telefônica) e em tarifas menores para o usuário.

A proposta da Unicel é ofertar inicialmente o serviço pré-pago, mas também deverá operar planos pós-pagos.

Investimento

Jordan explicou que a empresa já negocia com fornecedores e também com as empresas que possuem suas redes instaladas para compartilhamento de torres, e também está fazendo testes. Ele calcula que serão necessários investimentos da ordem de US$ 150 milhões até que o negócio comece a ter rentabilidade. A idéia é iniciar a operação o mais rápido possível, segundo ele.

A Comissão Especial de Licitação da Anatel ainda vai analisar os documentos de habilitação da Unicel para submeter o resultado da licitação ao conselho diretor da agência. Entretanto, o próprio presidente da Comissão, Nelson Takayanagi, disse que é muito difícil uma desclassificação da empresa nessa fase. Segundo ele, normalmente esse processo leva cerca de duas semanas para ser concluído.

Essa análise será feita sob o ponto de vista do controle societário da empresa, possíveis relações de coligação com outras companhias, e a regularidade com tributos municipais, estaduais e federais.

Após a homologação do resultado, a empresa poderá pagar 10% do valor da licença e dividir o restante em seis prestações anuais (15% cada), com três anos de carência, corrigidas pelo IGP-DI mais 1% de juros.

A procuradoria agência também terá que analisar duas petições apresentadas pela empresa Intec, que questiona o processo de licitação. A empresa foi responsável pela interrupção da sessão realizada em janeiro.

Histórico

A licitação iniciada em janeiro do ano passado chegou a ser declarada deserta (sem concorrentes) pela Anatel, depois que a Comissão de Licitação identificou que a única interessada, a Unicel, havia depositado garantia correspondente a 1% do valor da licença, e não 10% como previa o edital. O preço mínimo para a licença é de R$ 93,8 milhões.

Na Justiça, a empresa obteve o direito de complementar o valor, mesmo após a declaração da comissão de licitação, e a agência foi obrigada a reabrir o processo e convocar, então, a sessão de abertura da proposta de preço.

Entretanto, a sessão de janeiro também acabou suspensa motivada por uma petição da empresa Intec, que pretendia anular a licitação alegando que a Unicel não teria observado as exigências do edital.

A Anatel verificou os documentos, solicitou atualizações à Unicel e concluiu hoje o processo relativo à proposta de preço.

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