15/02/2007
-
19h22
da Folha Online, em Brasília
O Brasil confirmou, durante a visita do presidente boliviano Evo Morales nesta quarta e quinta-feira, o interesse em avaliar a viabilidade da construção de uma hidrelétrica binacional no rio Mamoré (afluente do Madeira), cujos investimentos estão estimados em US$ 1 bilhão para a geração de aproximadamente 3.000 MW.
Mas o governo brasileiro reafirmou sua autonomia sobre os projetos de duas outras hidrelétricas do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau).
Segundo o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, o Ibama está concluindo o licenciamento ambiental do projeto brasileiro, e o governo brasileiro não aceitará intervenção boliviana, sob o argumento de que haverá impacto ambiental no território vizinho. "Consideramos que não é um assunto binacional", disse, referindo-se às duas usinas de Rondônia, que terão juntas cerca de 6.400 mil MW.
Rondeau destacou que o Brasil não precisa da aprovação da Bolívia para levar adiante os projetos do Madeira em território brasileiro porque as usinas não serão antes do curso boliviano. Já um projeto boliviano no rio precisaria passar por um processo de consulta prévia ao Brasil, uma vez que o rio corre para o território brasileiro.
A Bolívia pediu ao Brasil, segundo Rondeau, ajuda para inventariar o seu potencial hidrelétrico, que chega a 190 mil MW.
Especial
Leia a cobertura completa da visita de Evo Morales ao Brasil
Brasil e Bolívia vão estudar projeto de usina binacional orçada em US$ 1 bi
Publicidade
PATRÍCIA ZIMMERMANNda Folha Online, em Brasília
O Brasil confirmou, durante a visita do presidente boliviano Evo Morales nesta quarta e quinta-feira, o interesse em avaliar a viabilidade da construção de uma hidrelétrica binacional no rio Mamoré (afluente do Madeira), cujos investimentos estão estimados em US$ 1 bilhão para a geração de aproximadamente 3.000 MW.
Mas o governo brasileiro reafirmou sua autonomia sobre os projetos de duas outras hidrelétricas do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau).
Segundo o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, o Ibama está concluindo o licenciamento ambiental do projeto brasileiro, e o governo brasileiro não aceitará intervenção boliviana, sob o argumento de que haverá impacto ambiental no território vizinho. "Consideramos que não é um assunto binacional", disse, referindo-se às duas usinas de Rondônia, que terão juntas cerca de 6.400 mil MW.
Rondeau destacou que o Brasil não precisa da aprovação da Bolívia para levar adiante os projetos do Madeira em território brasileiro porque as usinas não serão antes do curso boliviano. Já um projeto boliviano no rio precisaria passar por um processo de consulta prévia ao Brasil, uma vez que o rio corre para o território brasileiro.
A Bolívia pediu ao Brasil, segundo Rondeau, ajuda para inventariar o seu potencial hidrelétrico, que chega a 190 mil MW.
Especial

