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Dinheiro
02/03/2007 - 13h25

Bovespa recua com sexta-feira de pessimismo nos mercados mundiais

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) cede 0,58%, aos 43.262 pontos, e mantém um tom moderado de queda no encerramento de uma semana histórica para o mercado acionário mundial. Profissionais de mercado afirmam que o cenário de instabilidade das Bolsas mundiais ainda não desanuviou e que a semana que vem promete novas emoções para os investidores.

O mercado de câmbio mostra uma trajetória errática: após abrir pressionado, virou a tendência e mostra leve queda. O dólar comercial é cotado a R$ 2,115 para venda, em leve baixa de 0,14%.

"Com ou sem justificativa, o cenário não está consolidado e, portanto, acreditamos em aumento da volatilidade das ações em função das incertezas advindas, principalmente, do mercado externo", avaliam os analistas da corretora Ativa, em boletim distribuído aos clientes.

Um indicador do sentimento de mercado entre os investidores americanos, o VIX, mostra forte oscilação nesta sexta-feira, com alta superior a 2%, em uma indicação de que ainda impera desconfiança e cautela nos agentes de mercado.

Outro indicador americano, o Índice de Confiança do Consumidor, também não foi auspicioso para os negócios e ficou em 91,3 pontos, bem abaixo das projeções de mercado, e em seu menor nível desde setembro de 2006.

Moeda japonesa

A senha para um novo dia de perdas hoje foi a valorização do iene frente ao dólar. O fortalecimento da moeda japonesa, temem investidores, pode instigar novas realocações de recursos por fundos de investimentos com capital espalhado pelas Bolsas mundiais e gerar, dessa forma, novas turbulências, como vistas na última terça-feira.

Da Ásia até a América, passando pelo Europa, nenhuma Bolsa importante ou de menor magnitude escapa de operar no vermelho nesta sexta-feira. Na próxima semana, os investidores aguardam os resultados da Assembléia do Povo, na China, que pode decidir por endurecer a regulamentação do mercado de capitais local ou por medidas de cunho ainda mais amplo.

Também na semana que vem, no front interno, os investidores brasileiros devem aguardar a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). As apostas parecem se consolidar em torno de um novo corte de 0,25%.

"Ainda parece cedo para maiores conclusões com relação aos impactos sobre a economia mundial da crise recente deflagrada pelas incertezas advindas do mercado asiático. Ainda que marginalmente, no entanto, uma avaliação com maior grau de incertezas aconselharia maior cautela", afirma Maristela Ansanelli, economista do banco Fibra.

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