15/03/2007
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19h13
A advogada Maria Inês Dolci, colunista da Folha e coordenadora institucional da Pro Teste, avaliou hoje durante bate-papo com 160 internautas que a maioria dos serviços de atendimento ao consumidor são deficientes. Para a advogada, as empresas que quiserem "fidelizar o cliente" precisam investir mais no serviço.
"É realmente uma calamidade. A gente passa um tempo grande no telefone ouvindo gerúndios e sem solução. Precisa melhorar muito se as empresas realmente quiserem fidelizar o cliente. Falta investir mais nessa área".
Na data em que é comemorado o Dia Internacional do Consumidor, Maria Inês Dolci respondeu a diversas dúvidas e orientou os internautas sobre casos pessoais de abusos por parte das empresas.
A advogada lembrou aos internautas que a luta pelos direitos deve ser um exercício diário. "É um processo de conquista diária, temos sempre que negociar".
No bate-papo, Maria Inês Dolci lembrou que a data foi criada em 1962, quando o presidente John Kennedy definiu a importância dos direitos do consumidor, o que deu origem a uma mobilização mundial para fossem cumpridos direitos básicos a informação, segurança, entre outros. "Com certeza, a defesa do consumidor deve evoluir para obtermos maior conscientização do consumidor e fortalecimento dos meios de proteção", disse.
"A cada dia o nível de conscientização aumenta, e a participação de entidades como a Pró Teste ajudam nesse processo. É lógico que falta avançar, mas hoje os fornecedores já pensam duas vezes antes de lesar o consumidor", disse.
Maria Inês afirma que algumas empresas multinacionais colocam produtos com melhor qualidade no exterior e deixam o "refugo" para o brasileiro. "É inaceitável", disse.
Questionada por um internauta sobre o aumento da concorrência no TV paga, a advogada respondeu: "A concorrência sempre é positiva para o consumidor desde que não seja predatória. Quando há mais opção aumenta o poder de barganha na hora de fechar contratos e melhor qualidade de programação, por exemplo", disse.
Maria Inês Dolci afirma que a exposição dos preços de forma clara é obrigatória. "Exija, reclame, não deixe por menos. E nos supermercados também deve haver leitores óticos a cada 15 metros, para o consumidor não ter o constrangimento de só encontrar o preço ao passar pelo caixa. Isso vale para o Brasil todo", disse.
A advogada lembrou que o Procon, por exemplo, consegue até 70% de solução das pendências no âmbito administrativo. "E é bem mais ágil que o recurso ao Judiciário. Lógico que há casos em que o fornecedor não se mostra aberto a negociação. Enfrentamos a mesma situação na Pro Teste quando intermediamos casos de nossos associados", disse.
"A Pro Teste entende que houve avanço significativo no mercado de consumo e o consumidor passou a brigar mais por seus direitos, mas também deve conhecer os seus deveres, os limites!"
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Veja como foram os bate-papos anteriores
Para advogada, serviços de atendimento ao consumidor são deficientes
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da Folha OnlineA advogada Maria Inês Dolci, colunista da Folha e coordenadora institucional da Pro Teste, avaliou hoje durante bate-papo com 160 internautas que a maioria dos serviços de atendimento ao consumidor são deficientes. Para a advogada, as empresas que quiserem "fidelizar o cliente" precisam investir mais no serviço.
"É realmente uma calamidade. A gente passa um tempo grande no telefone ouvindo gerúndios e sem solução. Precisa melhorar muito se as empresas realmente quiserem fidelizar o cliente. Falta investir mais nessa área".
Na data em que é comemorado o Dia Internacional do Consumidor, Maria Inês Dolci respondeu a diversas dúvidas e orientou os internautas sobre casos pessoais de abusos por parte das empresas.
| Divulgação/Pro Teste |
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| Maria Inês Dolci participa de bate-papo sobre direito do consumidor |
No bate-papo, Maria Inês Dolci lembrou que a data foi criada em 1962, quando o presidente John Kennedy definiu a importância dos direitos do consumidor, o que deu origem a uma mobilização mundial para fossem cumpridos direitos básicos a informação, segurança, entre outros. "Com certeza, a defesa do consumidor deve evoluir para obtermos maior conscientização do consumidor e fortalecimento dos meios de proteção", disse.
"A cada dia o nível de conscientização aumenta, e a participação de entidades como a Pró Teste ajudam nesse processo. É lógico que falta avançar, mas hoje os fornecedores já pensam duas vezes antes de lesar o consumidor", disse.
Maria Inês afirma que algumas empresas multinacionais colocam produtos com melhor qualidade no exterior e deixam o "refugo" para o brasileiro. "É inaceitável", disse.
Questionada por um internauta sobre o aumento da concorrência no TV paga, a advogada respondeu: "A concorrência sempre é positiva para o consumidor desde que não seja predatória. Quando há mais opção aumenta o poder de barganha na hora de fechar contratos e melhor qualidade de programação, por exemplo", disse.
Maria Inês Dolci afirma que a exposição dos preços de forma clara é obrigatória. "Exija, reclame, não deixe por menos. E nos supermercados também deve haver leitores óticos a cada 15 metros, para o consumidor não ter o constrangimento de só encontrar o preço ao passar pelo caixa. Isso vale para o Brasil todo", disse.
A advogada lembrou que o Procon, por exemplo, consegue até 70% de solução das pendências no âmbito administrativo. "E é bem mais ágil que o recurso ao Judiciário. Lógico que há casos em que o fornecedor não se mostra aberto a negociação. Enfrentamos a mesma situação na Pro Teste quando intermediamos casos de nossos associados", disse.
"A Pro Teste entende que houve avanço significativo no mercado de consumo e o consumidor passou a brigar mais por seus direitos, mas também deve conhecer os seus deveres, os limites!"
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