21/03/2007
-
10h51
da Folha de S.Paulo
Dos investimentos previstos pela indústria farmacêutica em 2007, o maior avanço em relação ao ano passado diz respeito à pesquisa de novos produtos, segundo levantamento da Febrafarma (Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica). A iniciativa revela reação do setor à expansão do mercado de genérico, que ampliou 24% o volume de vendas em 2006, contra 3% do mercado total.
"A evolução dos genéricos sinaliza que o produto veio para o mercado, o consumidor aprovou e tem crescido porque custa menos. As empresas que não estão neste segmento partem para a busca de produtos inovadores, de novas patentes", explica o presidente executivo da Febrafarma, Ciro Mortella.
Segundo ele, a indústria de genéricos, dominada por empresas nacionais, começa a atrair a atenção também de grupos estrangeiros. "Hoje, há apenas uma multinacional. Mas há empresas estrangeiras com planos de ingressar em genéricos no Brasil", diz Mortella.
De acordo com o estudo da Febrafarma, as indústrias farmacêuticas que já estão por aqui prevêem investir R$ 1,5 bilhão neste ano -18,2% mais que as projeções feitas em 2006. A pesquisa ouviu 52 laboratórios, que representam 80% do faturamento do setor.
A área de pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos puxa a expansão, com previsão de investimento 28,4% maior do que no ano passado, somando R$ 388,4 milhões (25,82% do total). O maior volume será em modernização e ampliação de fábrica: R$ 847 milhões -56,3% do total. Outros R$ 183 milhões (12,17% do total) vão para o lançamento de novos produtos.
"O investimento pode ser maior se o risco for menor. E isso se consegue com estabilidade e com regras definidas, fiscalização e aplicação da regulação econômica", diz Mortella.
Para 2007, o setor estima vendas 6% maiores, contra 3% de 2006, quando o faturamento somou R$ 23,8 bilhões.
Especial
Leia o que já foi publicado os genéricos
Laboratórios reagem a genéricos com pesquisa
Publicidade
DEISE DE OLIVEIRAda Folha de S.Paulo
Dos investimentos previstos pela indústria farmacêutica em 2007, o maior avanço em relação ao ano passado diz respeito à pesquisa de novos produtos, segundo levantamento da Febrafarma (Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica). A iniciativa revela reação do setor à expansão do mercado de genérico, que ampliou 24% o volume de vendas em 2006, contra 3% do mercado total.
"A evolução dos genéricos sinaliza que o produto veio para o mercado, o consumidor aprovou e tem crescido porque custa menos. As empresas que não estão neste segmento partem para a busca de produtos inovadores, de novas patentes", explica o presidente executivo da Febrafarma, Ciro Mortella.
Segundo ele, a indústria de genéricos, dominada por empresas nacionais, começa a atrair a atenção também de grupos estrangeiros. "Hoje, há apenas uma multinacional. Mas há empresas estrangeiras com planos de ingressar em genéricos no Brasil", diz Mortella.
De acordo com o estudo da Febrafarma, as indústrias farmacêuticas que já estão por aqui prevêem investir R$ 1,5 bilhão neste ano -18,2% mais que as projeções feitas em 2006. A pesquisa ouviu 52 laboratórios, que representam 80% do faturamento do setor.
A área de pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos puxa a expansão, com previsão de investimento 28,4% maior do que no ano passado, somando R$ 388,4 milhões (25,82% do total). O maior volume será em modernização e ampliação de fábrica: R$ 847 milhões -56,3% do total. Outros R$ 183 milhões (12,17% do total) vão para o lançamento de novos produtos.
"O investimento pode ser maior se o risco for menor. E isso se consegue com estabilidade e com regras definidas, fiscalização e aplicação da regulação econômica", diz Mortella.
Para 2007, o setor estima vendas 6% maiores, contra 3% de 2006, quando o faturamento somou R$ 23,8 bilhões.
Especial

