22/03/2007
-
14h01
da Folha Online, no Rio
O presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Marcelo Trindade, informou hoje que o órgão investiga sete casos de possível vazamento de informação em operações empresariais. Ele também indicou suspeitar de que a ocorrência dessa irregularidade no Brasil supera um quarto dos negócios realizados.
"Uma pesquisa chegou à conclusão de que em 25% das operações de fusão e aquisição envolvendo companhias abertas na Inglaterra havia vazamento de informação. Eu, sem fazer nenhum estudo, acho que nos últimos dois anos no Brasil esse percentual certamente supera os 25%", disse Trindade.
Em 2006, as operações de fusões e aquisições, incluindo Ofertas públicas de ações e reestruturações societárias, totalizaram R$ 131,7 bilhões, segundo levantamento da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).
Ipiranga
A CVM abriu apuração para averigüar se houve vazamento de informações na operação bilionária de compra do grupo Ipiranga pelas empresas Petrobras, Braskem e Ultra. Na semana que antecedeu ao anúncio da aquisição, alguns papéis das companhias do grupo tiveram oscilações consideras atípicas pela CVM.
A Justiça do Rio já determinou o bloqueio das contas de pelo dois investidores suspeitos de agir com o chamado "inside information": um fundo de investimento estrangeiro e uma pessoa física.
Trindade afirmou que vai entrar em contato com a SEC (Securities and Exchange Commission, órgão regulador do mercado financeiro dos EUA) para pedir informações sobre o fundo estrangeiro, que tem sede em Delaware (EUA).
Leia mais
Petrobras e Braskem vão investir R$ 780 milhões na Copesul
Justiça bloqueia venda de ações da Ipiranga para fundo estrangeiro e pessoa física
Investidores suspeitos lucraram até 69% com ações da Ipiranga
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a aquisição do grupo Ipiranga
Para CVM, vazamento deve ocorrer em mais de 25% de fusões no Brasil
Publicidade
CLARICE SPITZda Folha Online, no Rio
O presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Marcelo Trindade, informou hoje que o órgão investiga sete casos de possível vazamento de informação em operações empresariais. Ele também indicou suspeitar de que a ocorrência dessa irregularidade no Brasil supera um quarto dos negócios realizados.
"Uma pesquisa chegou à conclusão de que em 25% das operações de fusão e aquisição envolvendo companhias abertas na Inglaterra havia vazamento de informação. Eu, sem fazer nenhum estudo, acho que nos últimos dois anos no Brasil esse percentual certamente supera os 25%", disse Trindade.
Em 2006, as operações de fusões e aquisições, incluindo Ofertas públicas de ações e reestruturações societárias, totalizaram R$ 131,7 bilhões, segundo levantamento da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).
Ipiranga
A CVM abriu apuração para averigüar se houve vazamento de informações na operação bilionária de compra do grupo Ipiranga pelas empresas Petrobras, Braskem e Ultra. Na semana que antecedeu ao anúncio da aquisição, alguns papéis das companhias do grupo tiveram oscilações consideras atípicas pela CVM.
A Justiça do Rio já determinou o bloqueio das contas de pelo dois investidores suspeitos de agir com o chamado "inside information": um fundo de investimento estrangeiro e uma pessoa física.
Trindade afirmou que vai entrar em contato com a SEC (Securities and Exchange Commission, órgão regulador do mercado financeiro dos EUA) para pedir informações sobre o fundo estrangeiro, que tem sede em Delaware (EUA).
Leia mais
Especial

