13/04/2007
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11h25
do Agora
A liberação do uso de arma de fogo pelos peritos médicos não seria uma solução para o problema da violência, segundo o Instituto Sou da Paz, ONG fundada em 1999 para incentivar políticas de combate à violência e redução do número de armas no país.
"O porte de arma aumenta o risco de acidentes e pode causar mortes. Não é uma atitude acertada ampliar o número de pessoas autorizada a usar armas de fogo", disse Carolina Ricardo, coordenadora da área de Gestão Local de Segurança Pública do Instituto Sou da Paz.
A ONG defende investimentos na preparação e formação de policiais e de outro agentes de segurança pública.
"Mesmo para quem tem experiência e treinamento o porte de arma é perigoso. As armas compradas legalmente podem ser roubadas e acabam alimentando o crime. Além disso, existe o risco de disparos acidentais. A arma dá uma falsa sensação de segurança", disse a coordenadora.
Para o instituto, a melhor medida para a redução da criminalidade é a aplicação de programas sociais que envolvam jovens, aplicando conceitos de cidadania.
"É cada vez maior o número de jovens envolvidos em casos de violência por arma de fogo. Este deveria ser o foco, e não o aumento das armas em circulação", disse.
Outro lado
Para a ANMP (Associação Nacional de Médicos Peritos) a liberação do uso de armas de fogo pode aumentar a segurança dos peritos.
"Existe um clima de perseguição contra os peritos. As ameaças contra a categoria aumentaram bastante", disse Eduardo Henrique Almeida, presidente da ANMP. Os médicos são ameaçados quando negam o direito de um segurado a um auxílio.
A associação apóia a inclusão dos médicos peritos entre as profissões consideradas de risco. "Até agora não existe nenhuma lei que reconhece o alto risco que correm os peritos durante o exercício da profissão", disse o presidente da ANMP.
De acordo com Almeida, as agressões contra os médicos acontecem até na internet. "Há comunidades contra os peritos e que estimulam as agressões e reclamações contra os médicos."
A associação, no entanto, não recomenda que os médicos permaneçam armados nos consultórios. "É uma medida preventiva que ajuda em caso de emboscada. O ideal seria a instalação de equipamentos de segurança dentro do posto" disse.
Procurado, o Ministério da Previdência não respondeu ao Agora até as 20h.
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A liberação do uso de arma de fogo pelos peritos médicos não seria uma solução para o problema da violência, segundo o Instituto Sou da Paz, ONG fundada em 1999 para incentivar políticas de combate à violência e redução do número de armas no país.
"O porte de arma aumenta o risco de acidentes e pode causar mortes. Não é uma atitude acertada ampliar o número de pessoas autorizada a usar armas de fogo", disse Carolina Ricardo, coordenadora da área de Gestão Local de Segurança Pública do Instituto Sou da Paz.
A ONG defende investimentos na preparação e formação de policiais e de outro agentes de segurança pública.
"Mesmo para quem tem experiência e treinamento o porte de arma é perigoso. As armas compradas legalmente podem ser roubadas e acabam alimentando o crime. Além disso, existe o risco de disparos acidentais. A arma dá uma falsa sensação de segurança", disse a coordenadora.
Para o instituto, a melhor medida para a redução da criminalidade é a aplicação de programas sociais que envolvam jovens, aplicando conceitos de cidadania.
"É cada vez maior o número de jovens envolvidos em casos de violência por arma de fogo. Este deveria ser o foco, e não o aumento das armas em circulação", disse.
Outro lado
Para a ANMP (Associação Nacional de Médicos Peritos) a liberação do uso de armas de fogo pode aumentar a segurança dos peritos.
"Existe um clima de perseguição contra os peritos. As ameaças contra a categoria aumentaram bastante", disse Eduardo Henrique Almeida, presidente da ANMP. Os médicos são ameaçados quando negam o direito de um segurado a um auxílio.
A associação apóia a inclusão dos médicos peritos entre as profissões consideradas de risco. "Até agora não existe nenhuma lei que reconhece o alto risco que correm os peritos durante o exercício da profissão", disse o presidente da ANMP.
De acordo com Almeida, as agressões contra os médicos acontecem até na internet. "Há comunidades contra os peritos e que estimulam as agressões e reclamações contra os médicos."
A associação, no entanto, não recomenda que os médicos permaneçam armados nos consultórios. "É uma medida preventiva que ajuda em caso de emboscada. O ideal seria a instalação de equipamentos de segurança dentro do posto" disse.
Procurado, o Ministério da Previdência não respondeu ao Agora até as 20h.
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