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Dinheiro
27/04/2007 - 17h24

Petrobras assina contrato com governo de SP para arrendar usina de Piratininga

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MÁRCIO RODRIGUES
da Folha Online

A Petrobras firmou nesta sexta-feira um contrato para arrendamento de ativos da Usina Termelétrica Piratininga com a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A), que pertence ao governo do Estado de São Paulo.

O acordo, assinado pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e pelo governador de São Paulo, José Serra, estabelece um aluguel anual no valor de R$ 45 milhões pela unidade, por um período de 17 anos.

O governador José Serra disse que o contrato assinado com a Petrobras é bom para a própria empresa, para a Emae e para o Estado de São Paulo.

Para a Emae, segundo ele, o fato positivo é que a empresa terá uma receita anual de R$ 45 milhões por 17 anos e economizará R$ 170 milhões em investimentos necessários para que a Piratininga funcione satisfatoriamente. Além disso, economizará R$ 15 milhões por ano com a operação da usina.

Para a Petrobras, a vantagem é expandir sua produção de energia além de ter a opção de compra da Piratininga no 12º ano de contrato.

"A Piratininga funcionará de forma mais competente para o abastecimento de energia em São Paulo caso venha haver falta de energia hidrelétrica", disse Serra.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que esse negócio faz parte dos esforços da companhia para viabilizar uma série de projetos para o abastecimento de energia no Brasil.

"Mais do que uma empresa de petróleo, somos hoje uma empresa de energia, com atuação nos mais diversos segmentos."

Com o arrendamento, a usina Piratininga passa a integrar o parque gerador da Petrobras --que hoje possui 13 unidades em território nacional. Segundo a estatal brasileira, a localização estratégica da usina, na cidade de São Paulo, contribui para o suprimento de um dos principais centros consumidores de energia elétrica do país.

A Petrobras já operava parcialmente a unidade, através de um consórcio formado em 2001, quando foram instalados quatro conjuntos turbo geradores a gás com caldeira recuperadora que fornecem vapor para turbinas já instaladas de propriedade da Emae (para operação em ciclo combinado). O consórcio encerrou em 2006 quando as empresas retomaram as negociações.

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