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01/05/2007 - 20h04

Festas da Força Sindical e CUT reúnem mais de 1,5 milhão em SP

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da Folha Online

Mais de 1,5 milhão de pessoas passaram, nesta terça-feira (1º), pelas festas do Dia do Trabalho da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical, realizadas em São Paulo. Os números ficaram abaixo do ano passado, quando o público foi de 3 milhões.

Almeida Rocha/Folha Imagem
Milhares de pessoas participam da festa do 1º de Maio da Força
Milhares de pessoas participam da festa do 1º de Maio da Força
Pela região da praça Campo de Bagatelle, zona norte, local em que foi montado o palco da Força Sindical, passaram 1,3 milhão de pessoas, segundo estimativa da PM (Polícia Militar). De acordo com o tenente-coronel Sérgio Payão, a expectativa de que 1 milhão assistisse aos shows até as 18h, quando a comemoração terminou, foi superada.

Já pela festa de 1º de Maio da CUT, que começou mais tarde, ao meio-dia, para terminar às 20h, passaram cerca de 800 mil pessoas, informa a organização do evento. A PM, por sua vez, estima um número bem menor, de cerca de 300 mil pessoas.

Nos últimos três anos, a CUT celebrou a data na avenida Paulista e reuniu cerca de 1,5 milhão. Neste ano, porém, o local foi proibido e o parque da Independência, no Ipiranga, que receberia o evento, foi vetado na última hora, atrapalhando a organização do público.

A festa da CUT, que ocorreu no cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, região central, terminou com megashow de Zeca Pagodinho.

Danilo Verpa/Folha Imagem
Festa do Dia do Trabalho da CUT teve show de Zeca Pagodinho, entre outros artistas
Festa do Dia do Trabalho da CUT teve show de Zeca Pagodinho, entre outros artistas
Apesar da presença de políticos, como o ministro Carlos Lupi (Trabalho), a ministra Marta Suplicy (Turismo) e o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e a discussão de temas importantes, como a flexibilização trabalhista, o público comparece em peso mais interessado em outras coisas: shows gratuitos e sorteios.

A Força gastou cerca de R$ 3 milhões na festa, que teve sorteio de dez carros no valor de R$ 23 mil cada e cinco apartamentos de valor de R$ 50 mil. Neste ano, especialmente, como tema da festa da Força é "Os Trabalhadores em Defesa do Planeta", a entidade também distribuiu 20 mil mudas de plantas nativas.

A programação teve ainda mais de 40 shows gratuitos, entre eles Zezé di Camargo e Luciano, César Menotti e Fabiano, Daniel, Exaltasamba, Edson e Hudson, Rio Negro e Solimões, Fábio Jr., Gian e Giovani, Guilherme e Santiago, Mastruz com Leite, Grupo Revelação, Rick e Renner, Cezar e Paulinho, Hugo e Tiago, Gino e Geno, Boka Loka e Frank Aguiar, entre outros.

Almeida Rocha/Folha Imagem
Comemoração da Força, realizada na praça Campo de Bagatelle
Comemoração da Força, realizada na praça Campo de Bagatelle
Segundo o último balanço da PM, na festa da Força 605 pessoas foram atendidas no posto médico até as 17h e cem crianças se perderam dos pais ou responsáveis. A PM informou ainda o registro de seis ocorrências: uma por briga, três por porte de entorpecentes, uma por desacato à autoridade e uma detenção de um ambulante que vendia DVDs pirata.

CUT

A festa organizada pela CUT não teve sorteios, mas contou, além de Zeca Pagodinho, com shows de artistas como Leci Brandão, Bruno & Marrone, Chico César, Exaltasamba, César Menotti e Fabiano, Edu Ribeiro, Jeito Moleque, Guilherme & Santiago, Harmonia do Samba, Grupo Revelação, Negra Li e Caio Mesquita & Rick Vallen, entre outros.

Segundo a Polícia Militar, foram registrados 144 atendimentos médicos. Desse total, cinco pessoas foram removidas ao pronto-socorro. A PM informou também que ocorreram duas prisões, uma por porte de entorpecentes e outra por porte de armas.

Questão ambiental

A questão ambiental, tema das festas das duas centrais sindicais neste ano, foi criticada. O secretário do Trabalho de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, chegou a dizer, durante evento da Força, que havia "uma espécie de acomodação das centrais no governo" e que essas precisariam ter uma "pitadinha de senso crítico".

O presidente da CUT, Artur Henrique, rebateu ao afirmar que Afif deveria se preocupar em fazer com que acordos trabalhistas fossem respeitados.

O presidente da Força Sindical e deputado federal pelo PDT, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, por sua vez, cometeu uma gafe em sua resposta, dizendo que o tema, até bem pouco tempo atrás considerado "coisa de veado", uma frescura, deve estar presente na vida de todos os trabalhadores.

A ministra Marta Suplicy (Turismo), porém, afirmou que o abrandamento das críticas ao governo durante as comemorações se deve ao fato dos avanços nas negociações trabalhistas e na maior abertura para conversas com as centrais no atual mandato. A mesma opinião foi compartilhada pela senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que também apareceu na festa da CUT.

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