07/05/2007
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17h14
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, endureceu a postura brasileira e disse nesta segunda-feira (7) que encaminha ainda hoje ao governo boliviano a proposta final para a venda integral de suas duas refinarias no país.
Segundo Gabrielli, a venda de 100% foi motivada pelo decreto assinado ontem por Evo Morales, que concede à estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) o monopólio da exportação do petróleo reconstituído e das gasolinas "brancas" produzidos pelas refinarias do país.
Gabrielli não informou valores, mas disse que é uma oferta justa. "Esperamos fechar um acordo logo", disse o presidente da Petrobras. A negociação prevê que governo boliviano responda dentro de dois ou três dias.
A Petrobras e o governo da Bolívia divergem em relação ao preço das refinarias. O governo boliviano teria avaliado em US$ 60 milhões as duas refinarias. A estatal brasileira teria definido preço de US$ 136 milhões.
As duas instalações, uma em Cochabamba e a outra em Santa Cruz, foram vendidas pelo Estado boliviano à Petrobras em 1999, numa licitação, por US$ 104 milhões.
Segundo Gabrielli, se não houver acordo, a Petrobras apelará para todas as formas jurídicas, inclusive à arbitragem internacional e à própria Justiça boliviana, para contestar a expropriação de seu fluxo de caixa.
Para Gabrielli, o decreto boliviano assinado neste domingo pelo presidente Evo Morales reduz o fluxo de caixa da Petrobras no país ao fixar um preço de US$ 30,35 do petróleo cru reconstituído, enquanto o preço do produto no mercado internacional é de US$ 55 o barril.
Atualmente, a Petrobras processa nas suas refinarias na Bolívia o condensado, líquido associado ao gás natural, e diversos outros produtos, inclusive o cru reconstituído e, portanto, a medida boliviana afetará o fluxo de caixa da estatal brasileira.
Gabrielli disse ainda que se houver impasse na negociação, não haverá clima para a Petrobras realizar novos investimentos no país. Segundo ele, porém, os investimentos acordados até agora serão mantidos, como os de produção de gás natural.
Decreto
O presidente da Bolívia, Evo Morales, assinou um decreto que concede à estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) o monopólio da exportação do petróleo reconstituído e das gasolinas 'brancas' produzidos pelas refinarias do país.
O governo Morales obrigou as empresas de refino a venderem o barril de petróleo reconstituído por US$ 30,35 e as gasolinas brancas por US$ 31,29.
Até agora, eram as próprias companhias petrolíferas que comercializavam sua produção, tanto no mercado interno como no externo.
Com o monopólio, a estatal YPFB torna-se responsável por abastecer o país e de negociar a matéria-prima ou seus derivados para exportação.
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PATRÍCIA ZIMMERMANNda Folha Online, em Brasília
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, endureceu a postura brasileira e disse nesta segunda-feira (7) que encaminha ainda hoje ao governo boliviano a proposta final para a venda integral de suas duas refinarias no país.
Segundo Gabrielli, a venda de 100% foi motivada pelo decreto assinado ontem por Evo Morales, que concede à estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) o monopólio da exportação do petróleo reconstituído e das gasolinas "brancas" produzidos pelas refinarias do país.
Gabrielli não informou valores, mas disse que é uma oferta justa. "Esperamos fechar um acordo logo", disse o presidente da Petrobras. A negociação prevê que governo boliviano responda dentro de dois ou três dias.
A Petrobras e o governo da Bolívia divergem em relação ao preço das refinarias. O governo boliviano teria avaliado em US$ 60 milhões as duas refinarias. A estatal brasileira teria definido preço de US$ 136 milhões.
As duas instalações, uma em Cochabamba e a outra em Santa Cruz, foram vendidas pelo Estado boliviano à Petrobras em 1999, numa licitação, por US$ 104 milhões.
Segundo Gabrielli, se não houver acordo, a Petrobras apelará para todas as formas jurídicas, inclusive à arbitragem internacional e à própria Justiça boliviana, para contestar a expropriação de seu fluxo de caixa.
Para Gabrielli, o decreto boliviano assinado neste domingo pelo presidente Evo Morales reduz o fluxo de caixa da Petrobras no país ao fixar um preço de US$ 30,35 do petróleo cru reconstituído, enquanto o preço do produto no mercado internacional é de US$ 55 o barril.
Atualmente, a Petrobras processa nas suas refinarias na Bolívia o condensado, líquido associado ao gás natural, e diversos outros produtos, inclusive o cru reconstituído e, portanto, a medida boliviana afetará o fluxo de caixa da estatal brasileira.
Gabrielli disse ainda que se houver impasse na negociação, não haverá clima para a Petrobras realizar novos investimentos no país. Segundo ele, porém, os investimentos acordados até agora serão mantidos, como os de produção de gás natural.
Decreto
O presidente da Bolívia, Evo Morales, assinou um decreto que concede à estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) o monopólio da exportação do petróleo reconstituído e das gasolinas 'brancas' produzidos pelas refinarias do país.
O governo Morales obrigou as empresas de refino a venderem o barril de petróleo reconstituído por US$ 30,35 e as gasolinas brancas por US$ 31,29.
Até agora, eram as próprias companhias petrolíferas que comercializavam sua produção, tanto no mercado interno como no externo.
Com o monopólio, a estatal YPFB torna-se responsável por abastecer o país e de negociar a matéria-prima ou seus derivados para exportação.
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