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Dinheiro
08/05/2007 - 09h10

Dia das Mães terá mais presente do que "lembrancinha"

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KAREN CAMACHO
da Folha Online

O comércio de São Paulo está otimista com o Dia das Mães deste ano e espera gastos maiores por parte dos filhos que devem, em boa parte, presentear as mães com bens duráveis e deixar de lado as 'lembrancinhas'. A Associação Comercial de São Paulo espera alta entre 5% e 6% sobre 2006, mas também alerta para o consumo consciente e para os riscos de endividamento provocado pela falta de planejamento dos gastos.

O economista da ACSP, Emilio Alfieri, afirmou que, no ano passado, o comércio registrou um maio positivo, com alta de 8,2%. Além do Dia das Mães, a Copa da Alemanha e a chegada antecipada do frio foram responsáveis pelo incremento.

Neste ano, portanto, o aumento de 5% sobre uma base forte, de 2006, será ainda mais importante para o comércio.

Em abril, o crediário registrou alta de 7,5% e, o uso do cheque, de 6%. No primeiro trimestre, as altas foram de 4,7% e 3,4%, respectivamente.

Os números de abril, aliados à queda de juros, à expansão do crédito, à ampliação dos prazos de pagamento e ao crescimento da massa salarial, levam o economista a acreditar que boa parte das compras podem ultrapassar o valor médio de R$ 300, mas feitas no crediário.

A maior parte dos pagamentos com cheque envolve compras de R$ 70. Com dinheiro, os gastos são de R$ 30 a R$ 40.

Mas a expectativa é de incremento nas compras feitas no crediário, com valores médios entre R$ 300 e R$ 400. Nesses casos, estão os presentes de bens duráveis.

Na lista dos preferidos estão os itens da linha branca, incluindo microondas, além de móveis, eletroportáteis e celulares. Nas compras de valores menores estão as roupas, cosméticos e CDs.

Controle

A gerente da Unidade de Negócios de Pessoa Física da ACSP, Roseli Garcia, alerta, no entanto para o risco de endividamento nessas datas, em função dos gastos sem planejamento e feitos por impulso. A capital São Paulo registrava, ao fim de abril, 1,6 milhão de registros no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).

A dica, segundo ela, é anotar os compromissos do mês considerandos os maiores e menores gastos. Ao final, o consumidor poderá saber qual a sua capacidade de endividamento sem risco de ficar inadimplente.

Se a situação financeira estiver complicada, alerta Roseli, a dica é dar apenas o presente que cabe no bolso.

"Nem sempre as consumidores contam com gastos menores como medicação, açougue ou padaria, que ao final do mês também pesam no orçamento. Se ele assumir dívidas longas e altas, pode se prejudicar", afirmou.

Roseli admite que as campanhas data comemorativa e os apelos das campanhas publicitárias incentivam o consumidor a comprar. "Antes de comprar, resista, faça as contas, calcule o juro e, se o orçamento for curto, use a criatividade."

O comércio, segundo ela, também ganha com a venda segura e o consumidor consciente, que fará os pagamentos em dia.

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