Publicidade

Dinheiro
03/05/2001 - 08h15

Eletrônicos deverão subir até 6% no ano

Publicidade
da Folha de S.Paulo

A indústria eletroeletrônica prepara uma segunda rodada de aumento de preços até o final do ano. A mudança nas etiquetas será sentida principalmente agora, durante as compras para o Dia das Mães. Isso porque a venda das empresas para as lojas -com o novo reajuste- já foi realizada.

Os preços de aparelhos como televisores, áudio e vídeo, que foram reajustados em até 8% entre janeiro e abril, devem subir mais 5% a 6% neste ano, pelas contas das companhias que acompanham o mercado.

Ainda é impossível dizer quanto a mais o consumidor pagará, pois a elevação foi repassada pelas indústrias ao varejo no último lote de produtos entregue para o Dia das Mães.

Mas a Semp Toshiba, a maior fabricante de TVs do país, já detectou esse movimento de novas elevações.

A razão do aumento, segundo o presidente da Semp Toshiba, Afonso Hennel, deve-se ao repasse da elevação dos insumos importados, que ficaram mais caros com a desvalorização cambial.

Essa foi a mesma razão apontada por empresas como Philips, LG e Panasonic, há cerca de dois meses, quando anunciaram aumentos escalonados de 8%.

"Dá para esperar um reajuste mínimo nos próximos meses, até porque as empresas não repassaram toda a perda que tiveram com a contínua desvalorização do real", disse Hennel.

Importados
Ele refutou a alegação, sempre usada pelas redes varejistas, de que o consumidor percebe a elevação de preço pedida pela indústria e, com isso, deixa de comprar.

"O varejo nunca aceita os aumentos porque diz que as vendas vão cair. Os consumidores ficam assustados inicialmente, mas não deixam de comprar, já que os aumentos são sempre escalonados", afirmou o executivo.

Pelos números da Fipe, é possível verificar que as lojas têm remarcado as etiquetas há muitos meses. Só no ano passado, o reajuste acumulado dos eletroeletrônicos ultrapassou 3%, sendo que em alguns produtos aconteceram elevações de 4%.

O problema do setor é o alto índice de itens importados. O DVD, por exemplo, é apenas montado em Manaus. Cerca de 90% das peças dos aparelhos em geral são compradas em países da Ásia e nos Estados Unidos.

Queda-de-braço
No final de março, a indústria já havia empurrado para o colo das redes varejistas reajustes de até 8%. Houve chiadeira por parte do varejo.
Desta vez não foi diferente, pois as lojas tentaram resistir às propostas de elevação.

Na época dos primeiros aumentos, a Philips conseguiu negociar reajustes parcelados de 4% em março e de 4% em abril.

A Semp Toshiba pediu e conseguiu reajustar seus preços em até 6% para os produtos que são totalmente importados, como DVD e TVs de tela grande. A LG aumentou entre 7% e 8% os preços e a Panasonic, em 5%.
(AM)
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca