07/08/2000
-
09h36
da Folha de S. Paulo, em Brasília
Abaixo, algumas histórias sobre a Previdência que incomodam o ministro Waldeck Ornélas:
Previdência não reconhece os próprios formulários -
Um aposentado recebeu em casa um formulário da Previdência permitindo o recebimento do benefício direto em sua conta corrente.
Bastava preencher o documento e entregar em qualquer agência da Previdência para garantir a operação.
Foi o que o aposentado fez.
Na agência da Previdência, uma surpresa. Nenhum funcionário da repartição reconheceu o documento.
Para receber o dinheiro em sua conta bancária, o aposentado teve que preencher um outro formulário, mais antigo e complicado.
Depois, foi obrigado a procurar o gerente do banco em que tem conta para assinar o documento.
Para completar, voltou à agência. "Agora é só pegar aquela fila", orientou o funcionário.
Viúva morre sem receber pensão do marido -
Com a morte da mãe, os filhos mandam uma carta para o ministro Waldeck Ornélas.
Reclamam da longa demora na concessão de benefícios. Por 19 anos, a mãe enfrentou a burocracia do INSS para tentar receber a pensão do marido morto.
Morreu sem ver a cor do dinheiro.
O pedido de pensão, até a reclamação chegar às mãos de Ornélas, estava mofando em uma gaveta do INSS.
A notícia não chegou a espantar o ministro. Não foi e não é o único caso do gênero, admite o próprio Ornélas.
Homens tentam receber salário-maternidade -
Na última terça-feira, Ornélas reuniu a imprensa para fazer uma demonstração. O salário-maternidade já pode ser concedido pela Internet.
O procedimento é simples, rápido e, diz o ministro, garantido.
Uma boa notícia para as mulheres, que não precisarão enfrentar filas para receber o benefício.
Mas aconteceu o que ninguém podia esperar.
Dois dias depois, desconsertada, a assessora do ministro o avisa: 28 homens acessaram o novo serviço na Internet para tentar conseguir o benefício do governo.
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Foi o que o aposentado fez.
Na agência da Previdência, uma surpresa. Nenhum funcionário da repartição reconheceu o documento.
Para receber o dinheiro em sua conta bancária, o aposentado teve que preencher um outro formulário, mais antigo e complicado.
Depois, foi obrigado a procurar o gerente do banco em que tem conta para assinar o documento.
Para completar, voltou à agência. "Agora é só pegar aquela fila", orientou o funcionário.
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Mas aconteceu o que ninguém podia esperar.
Dois dias depois, desconsertada, a assessora do ministro o avisa: 28 homens acessaram o novo serviço na Internet para tentar conseguir o benefício do governo.
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