Dinheiro
09/08/2000 - 09h35

Estoques de petróleo cru dos EUA atingem menor nível desde 76

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da Reuters, em Nova York e Londres

Os estoques de petróleo bruto caíram mais de dois milhões de barris por dia na semana passada, atingindo o nível mais baixo desde março de 1976, durante o choque do petróleo, de acordo com o Instituto de Petróleo dos Estados Unidos (API, em inglês).

As reservas americanas de petróleo estão agora em 282,602 milhões de barris, aproximadamente 17 milhões a mais do que os 265,8 milhões de barris alcançados em março de 1976.

A expectativa sobre a divulgação dos dados levou o petróleo a subir ontem nos mercados internacionais. Em Nova York, a cotação do barril do light sweet crude para entrega em setembro subiu ontem US$ 0,21 para US$ 29,12.

Em Londres, o barril de petróleo tipo brent (referência do Mar do Norte) para venda em setembro fechou o dia cotado a US$ 28,92, com alta de US$ 0,20.

Crescimento da demanda
O crescimento da economia mundial continuará a pressionar o consumo de petróleo no próximo ano e a demanda subirá para 77,7 milhões de barris diários, 1,87 milhão de barris por dia a mais que a atual, informou na quarta-feira a IEA (Agência Internacional de Energia).

Para este ano, a agência disse que a demanda global deve crescer em 1,1 milhão de barris diários para 75,8 milhões de barris.

Em seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a agência ainda disse que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) terá um papel chave na produção de barris extras para o próximo ano.

De acordo com as projeções, a oferta dos países que não pertencem à Opep será 670 mil barris por dia maior, levando o total para 46,6 milhões de barris diários --um sinal de que a oferta do cartel de produtores e os estoques mundiais terão que preencher a lacuna.

O consumo dos países desenvolvidos, da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), será o responsável pela metade do crescimento da demanda para 2001.

A demanda dos países que não fazem parte da OCDE também crescerá, liderada pela recuperação asiática, disse a agência.

Com relação à oferta, México, Canadá e Grã-Bretanha estarão à frente do crescimento do abastecimento, com entrega de 140 mil, 130 mil e 60 mil barris diários respectivamente.

A extração em águas profundas será importante na oferta dos países que não são membros da OCDE. A oferta do Brasil crescerá em 130 mil barris diários, Angola e Guiné Equatorial terão uma oferta de 100 mil barris por dia, enquanto na ex-União Soviética, a produção extra deve ser de 160 mil barris por dia.

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