Dinheiro
09/08/2000 - 11h01

Para economistas, crescimento do PIB ainda é lento

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da Reuters, no Rio

O crescimento de 3,84% do PIB no semestre, divulgado hoje pelo IBGE, é um bom resultado perto dos números alcançados durante as crises internacionais e a desvalorização do Real, mas ainda está longe de representar uma recuperação total da economia. Essa é a avaliação feita pelo mercado.

"O resultado do semestre foi um pouco mais forte do que o esperado. Nossa projeção era mais próxima da taxa observada no primeiro trimestre", diz Nicola Tingas, economista-chefe do Westlb Banco Europeu.

"O segundo trimestre foi um pouco melhor do que o primeiro, mas a economia ainda está reagindo lentamente."

Para o economista-chefe do BicBanco, Luís Rabi, "o segundo trimestre mostrou uma desaceleração, motivada pela redução das vendas da indústria."

"Acho que com as reduções de juros do Banco Central, o PIB deve recuperar um pouco e ter um crescimento mais acentuado, também pelo aumento do nível de emprego e do nível da massa salarial", afirma.

Segundo ele, a expansão do PIB pode perder um pouco da força devido a esses aumentos de gasolina, de tarifas, que retiram o poder de compra da população. Mas no quarto trimestre é esperada uma nova retomada do dinamismo da economia. "Nossa previsão para o ano é de 3,5%.''

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