09/08/2000
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21h22

VALÉRIA DE OLIVEIRA
da Folha de S.Paulo, em Brasília
As empresas que desrespeitarem a proibição de propagandas de cigarro proposta em rádio, televisão, revistas e outdoor estão sujeitas a multas de R$ 5 mil a R$ 100 mil. Em caso de reincidência, o valor é maior.
As emissoras de televisão que veicularem anúncios de cigarros terão o sinal cortado por tempo determinado pela duração da exibição da propaganda ou pela transmissão patrocinada por indústrias tabagísticas.
Todos os partidos encaminharam suas bancadas a votarem a favor da proibição. Deputado gaúchos protestaram contra a medida, que prejudicaria os pequenos agricultores de fumo no Rio Grande do Sul.
"Em dois a três anos, a economia para o SUS (Sistema Único de Saúde) com doenças decorrentes do vício de fumar será de R$ 2 a R$ 3 bilhões", calculou Jutahy. Segundo ele, o país tem 33 milhões de fumantes.
"Vamos perder milhões", reclamou o deputado Enio Bacci (PDT-RS). "O Rio Grande do Sul não pode pagar esse preço", disse, ao defender os produtores rurais.
Uma emenda do deputado Nelson Marchezan, acatada pelo relator, proporcionou o apoio da bancada ruralista e dos gaúchos ao projeto.
A emenda prevê ajuda aos produtores e trabalhadores na produção de fumo com fomento de outras modalidades de agricultura e programas de combate ao desemprego.
Segundo a emenda, os trabalhadores seriam deslocados para atividades compatíveis com sua formação.
"É de bom senso", argumentou Marchezan. O líder do PT, Aloizio Mercadante, foi contra. "Temos que apoiar também as empresas funerárias e os hospitais que tratam de doenças causadas pelo fumo, que irão ter menos clientes", ironizou.
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TV que veicular propaganda de cigarro pode ter sinal cortado
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As empresas que desrespeitarem a proibição de propagandas de cigarro proposta em rádio, televisão, revistas e outdoor estão sujeitas a multas de R$ 5 mil a R$ 100 mil. Em caso de reincidência, o valor é maior.
As emissoras de televisão que veicularem anúncios de cigarros terão o sinal cortado por tempo determinado pela duração da exibição da propaganda ou pela transmissão patrocinada por indústrias tabagísticas.
Todos os partidos encaminharam suas bancadas a votarem a favor da proibição. Deputado gaúchos protestaram contra a medida, que prejudicaria os pequenos agricultores de fumo no Rio Grande do Sul.
"Em dois a três anos, a economia para o SUS (Sistema Único de Saúde) com doenças decorrentes do vício de fumar será de R$ 2 a R$ 3 bilhões", calculou Jutahy. Segundo ele, o país tem 33 milhões de fumantes.
"Vamos perder milhões", reclamou o deputado Enio Bacci (PDT-RS). "O Rio Grande do Sul não pode pagar esse preço", disse, ao defender os produtores rurais.
Uma emenda do deputado Nelson Marchezan, acatada pelo relator, proporcionou o apoio da bancada ruralista e dos gaúchos ao projeto.
A emenda prevê ajuda aos produtores e trabalhadores na produção de fumo com fomento de outras modalidades de agricultura e programas de combate ao desemprego.
Segundo a emenda, os trabalhadores seriam deslocados para atividades compatíveis com sua formação.
"É de bom senso", argumentou Marchezan. O líder do PT, Aloizio Mercadante, foi contra. "Temos que apoiar também as empresas funerárias e os hospitais que tratam de doenças causadas pelo fumo, que irão ter menos clientes", ironizou.
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