29/08/2001
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14h05
da Folha Online
O mito de que o ensino poderia derrubar a discriminação existe contra os negros cai por terra quando o indicador analisado é o mercado de trabalho. Pesquisa divulgada hoje pela Fundação Seade mostra que mesmo possuindo um nível de escolaridade maior do que os brancos, os negros da região metropolitana de São Paulo terminaram 2000 ganhando salários menores e ocupando cargos de menor qualificação.
Prova disso é que as mulheres negras que concluíram o segundo grau recebem 67,1% do salário obtido pelas não-negras com o mesmo grau de escolaridade.
Mesmo aqueles que chegaram à faculdade e conseguiram concluir o ensino superior continuam sendo discriminados pelo mercado de trabalho. A pesquisa mostra que o salário médio dos negros com superior completo corresponde a 64% daquele pago aos brancos com igual escolaridade.
"Depende muito mais dos empregadores, das pessoas que dão emprego, a redução da discriminação no mercado de trabalho do que de fatores como educação. Os negros, e principalmente as mulheres, continuam enfrentando o preconceito da 'boa aparência' na hora de arranjar emprego. A capacidade da pessoa trabalhar é menos considerada que a cor da sua pele", disse a diretora-adjunta de análise sócio-econômica do Seade, Felícia Madeira.
Além de não ganharem salários melhores, os negros também enfrentam maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho. De 1995 para 2000, o número de empregos criados cresceu 4,4% na região metropolitana de São Paulo, onde 33% dos habitantes são negros (5,735 milhões de pessoas) -é a maior concentração de população negra do país. Mas o nível de ocupação cresceu principalmente para mulheres (18,5%) e homens não-negros (5,7%).
Para a população negra, o número de empregos criados pouco variou de 1995 para 2000. Para as mulheres negras, o nível de ocupação cresceu 0,3%, e para os homens negros, a situação foi pior ainda: caiu 6,9%.
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Escolaridade não reduz preconceito no mercado de trabalho
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
O mito de que o ensino poderia derrubar a discriminação existe contra os negros cai por terra quando o indicador analisado é o mercado de trabalho. Pesquisa divulgada hoje pela Fundação Seade mostra que mesmo possuindo um nível de escolaridade maior do que os brancos, os negros da região metropolitana de São Paulo terminaram 2000 ganhando salários menores e ocupando cargos de menor qualificação.
Prova disso é que as mulheres negras que concluíram o segundo grau recebem 67,1% do salário obtido pelas não-negras com o mesmo grau de escolaridade.
Mesmo aqueles que chegaram à faculdade e conseguiram concluir o ensino superior continuam sendo discriminados pelo mercado de trabalho. A pesquisa mostra que o salário médio dos negros com superior completo corresponde a 64% daquele pago aos brancos com igual escolaridade.
"Depende muito mais dos empregadores, das pessoas que dão emprego, a redução da discriminação no mercado de trabalho do que de fatores como educação. Os negros, e principalmente as mulheres, continuam enfrentando o preconceito da 'boa aparência' na hora de arranjar emprego. A capacidade da pessoa trabalhar é menos considerada que a cor da sua pele", disse a diretora-adjunta de análise sócio-econômica do Seade, Felícia Madeira.
Além de não ganharem salários melhores, os negros também enfrentam maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho. De 1995 para 2000, o número de empregos criados cresceu 4,4% na região metropolitana de São Paulo, onde 33% dos habitantes são negros (5,735 milhões de pessoas) -é a maior concentração de população negra do país. Mas o nível de ocupação cresceu principalmente para mulheres (18,5%) e homens não-negros (5,7%).
Para a população negra, o número de empregos criados pouco variou de 1995 para 2000. Para as mulheres negras, o nível de ocupação cresceu 0,3%, e para os homens negros, a situação foi pior ainda: caiu 6,9%.
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