Investimento de empresas em 2006 registra maior taxa em oito anos
da Folha Online
Os investimentos das empresas em ativos imobilizados, como máquinas, equipamentos e instalações, alcançaram a média de 8,1% do faturamento em 2006, maior percentual desde 1999, segundo estudo da Serasa divulgado nesta segunda-feira.
De acordo com o estudo, o volume de recursos destinados a investimentos em ativos fixos aumentou depois da adoção do câmbio flutuante, no início de 1999 --que favoreceu as exportações. O destaque ficou com o setor de prestadoras de serviços, que investiram em média 11,3%, contra 6% das indústrias.
Segundo o estudo, isso ocorre devido aos investimentos feitos pelos setores ligados a infra-estrutura e utilidade pública, como a telefonia fixa, que têm metas de universalização dos serviços a cumprir e precisam enfrentar a concorrência no setor. "No setor de serviços, o nível de 2006 aproximou-se dos percentuais do começo da década", diz o documento.
Depois do período de turbulência no câmbio que antecedeu a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e, principalmente, a partir da recuperação econômica observada a partir de 2004 (com maior nível de emprego, melhora da massa salarial e o aumento do volume de crédito) o mercado interno recebeu um impulso, lembra a pesquisa.
Além disso, "o aquecimento da economia aliado a redução gradual da taxa de juros motivou as empresas a destinar maiores recursos para investimentos, culminando em 2006 com a maior taxa apresentada durante o período do estudo".
No entanto, o estudo diz que o setor de serviços ainda precisa investir mais e que os investimentos anunciados no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e um impulso nas PPPs (Parcerias Público Privadas) poderiam aumentar a confiança das empresas.
O estudo foi realizado com uma amostra de 43.300 balanços contábeis --sendo 10.400 da indústria, 18.800 do comércio e 14.100 do setor de serviços. Os balanços foram fechados pelas empresas em 31 de dezembro de 2006 e divulgados no 1º quadrimestre de 2007.
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