Dinheiro
29/05/2007 - 20h23

Depois de crime, agências do INSS terão portas detectoras de metais

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da Folha Online

O ministro da Previdência, Luiz Marinho, anunciou nesta terça-feira em Patrocínio (MG) a instalação de portas detectoras de metal em todas as agências do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A medida foi tomada em função das agressões sofridas por servidores, principalmente dos médicos. Na manhã de hoje, o médico perito José Rodrigues e Souza, 61 anos, foi morto com um tiro na cabeça por um segurado insatisfeito por não conseguir um benefício, em Patrocínio.

De acordo com o ministério, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou a liberação de recursos necessários. "O presidente Lula me garantiu que dará todo apoio para que possamos dar segurança e condições de trabalho a todos os servidores do INSS", disse o ministro.

Marinho viajou para a cidade de Patrocínio quando soube do atentado ao médico, acompanhado do secretário-executivo do ministério, Carlos Eduardo Gabas, e do presidente do INSS, Marco Antonio de Oliveira. O médico baleado nesta terça-feira chegou a ser socorrido, mas morreu às 18h, pouco depois da chegada do ministro ao hospital.

O ministro disse que o INSS já tinha a previsão de instalar detectores de metais, mas apenas nas agências em que o risco aos servidores é considerado grande. Entretanto com o episódio ocorrido hoje, em um município sem qualquer histórico de agressões a servidores do INSS, o plano foi ampliado. "Vamos instalar detectores em todas as 1,4 mil agências. Essa é uma prioridade para garantir a segurança", afirmou.

Marinho também afirmou que ministério vai fazer uma campanha de esclarecimento sobre as perícias médicas do INSS. O objetivo é informar à população sobre as condições para a concessão de benefícios por incapacidade, auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, responsáveis por 60% dos novos requerimentos de benefícios.

O médico trabalhava para o INSS há quase trinta anos e foi baleado por Manoel Rodrigues, 60 anos, ex-gari da Prefeitura de Patrocínio. Insatisfeito por ter seu auxílio-doença negado, ele entrou na agência do INSS e atirou contra o médico. Ele foi preso em flagrante na agência.

 

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