Sobe para 13 o número de presos na Operação Bruxelas da Polícia Federal
da Folha Online
A Polícia Federal prendeu 13 pessoas nesta sexta-feira acusadas de integrar uma organização criminosa suspeita de falsificar e negociar mais de US$ 1 bilhão em diversos títulos de crédito internacionais e documentos de autenticação, dentre eles o documento denominado "Swift". Até o início da tarde, a polícia tinha prendido dez pessoas.
O Swift (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication) é um consórcio bancário internacional com sede em Bruxelas (Bélgica) no National Bank of Belgium, o banco central do país. Daí vem o nome da operação, intitulada "Bruxelas".
Segundo a PF, 124 policiais federais cumpriram os mandados de prisão e de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Goiás, Paraná, Pará, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.
Dentre os presos estão empresários, um funcionário público federal e um advogado que intermediou operações na Dinamarca e nos Estados Unidos.
As investigações tiveram início em junho de 2006, quando foi descoberta uma organização criminosa que falsificava e negociava, no Brasil e em pelo menos 20 países, títulos de créditos falsos em nome de instituições financeiras brasileiras com valores de face de até US$ 1 bilhão ou de euros.
A quadrilha negociou garantias bancárias, notas promissórias, contratos de joint venture e cartas de crédito em países como Estados Unidos, África do Sul, Equador, Dinamarca, Alemanha, Inglaterra Eslovênia,Rússia, Peru, México, Holanda, Romênia, Espanha, Ucrânia, Coréia do Sul, Hong Kong, China, Canadá, Emirados Árabes, Áustria, Suíça e Argentina.
Os investigados serão acusados por crimes de falsificação de títulos de crédito, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, todos os presos serão encaminhados para Brasília.
Paralelo
Em março, a Polícia Federal prendeu pelo menos 36 pessoas em uma megaoperação contra a lavagem de dinheiro chamada "Ouro Verde" --em referência à cor das cédulas de dólar. Os presos, em sua maioria doleiros e empresários, integravam uma quadrilha que criou um sistema bancário paralelo e enviava remessas de dinheiro ilegal para o exterior.
O grupo, que atuava também no Paraná, teria movimentado mais de US$ 250 milhões segundo a Receita Federal, que também tomou parte da operação.
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