Dinheiro
12/06/2007 - 21h47

Aerolíneas Argentinas encerra greve e retoma vôos nesta quarta-feira

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da EFE

O pessoal de terra das Aerolíneas Argentinas resolveu hoje encerrar a greve iniciada no domingo e retomar a partir de amanhã, quarta feira, todos os vôos domésticos, cuja suspensão provocou um caos na maioria dos aeroportos do país, informaram fontes sindicais e da empresa.

Luis Vallejos, da APA (Associação do Pessoal Aeronáutico), que convocou da greve, afirmou que o sindicato aceitou continuar as negociações da 'conciliação obrigatória' ordenada pelo Ministério do Trabalho e suspendeu a medida a partir da meia-noite de hoje para amanhã.

O fim da greve foi confirmado em comunicado pelas Aerolíneas Argentinas.

A paralisação foi convocado em protesto contra as agressões sofridas por trabalhadores de companhias aéreas por passageiros furiosos. O transtorno começou com o denso nevoeiro sobre Buenos Aires que há uma semana agrava os problemas de infra-estrutura aeroportuária na cidade.

Por causa disso, milhares de passageiros continuam parados nos terminais aéreos de todo o país. A maior aglomeração acontece no Aeroparque Jorge Newbery, na capital argentina.

Na segunda-feira, companhias aéreas e a APA tinham assinado no Ministério do Trabalho um acordo para retomar as atividades, mas o convênio fora ignorado pelos grevistas.

Na manhã de hoje também tinha fracassado outra reunião entre as partes. Por isso, foi dada como finalizada 'a conciliação obrigatória vigente' e a empresa anunciou que começaria a demitir os funcionários que não retornassem ao trabalho.

As Aerolíneas Argentinas suspenderam os 46 vôos domésticos que tinha programados para hoje, disse à Efe Jorge Molina, gerente de Comunicações e Serviços ao Consumidor da empresa, afirmando que a greve era 'ilegal'.

Nos últimos dias, um nevoeiro inédito em 25 anos provocou inúmeros atrasos e cancelamentos de vôos, o que exaltou os ânimos dos passageiros. Em alguns casos, houve agressões contra funcionários das companhias aéreas.

As Aerolíneas Argentinas dominam 85% do mercado de vôos domésticos do país.

 

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