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Dinheiro
14/06/2007 - 19h25

Aumento da taxa de importação têxtil encarece produto ao consumidor, diz Abeim

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KAREN CAMACHO
da Folha Online

O aumento do imposto de importação para têxteis e calçados, de 20% para 35%, pode elevar o preço dos produtos para o consumidor no Brasil, segundo a Abeim (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), que reúne sete grandes redes varejistas.

De acordo com Sylvio Mandel, presidente da Abeim, essas redes (Renner, Marisa, C&A, Wal-Mart, Mango, Cori e Luigi Bertolli) importam entre 8% e 10% de seus itens, principalmente casacos, tricôs e peças de tecido sintético.

"Isso vai encarecer os produtos e prejudicar, principalmente, as classes média e média baixa, porque as lojas não deixarão de importar peças de tecidos que não temos aqui", afirmou.

O aumento da taxa ainda será discutido em reunião do Mercosul, no dia 28 de junho, mas deve ser aprovado, já que a Argentina, por exemplo, já pratica tarifa de 35%.

Mandel defende que, se o imposto for elevado, os 15% de aumento sejam destinados ao aprimoramento de tecnologias e ao financiamento de equipamentos e fios diferenciados. A maior parte dos itens importados vêm da China.

Pesquisa

A Abeim, em parceria com o Iemi (Instituto de Estudos e Marketing Industrial), divulgou pesquisa nesta quinta-feira que mostra que o Brasil importou, em 2006, 3,4% de seu consumo total, o que representa 37 mil toneladas e US$ 347 milhões.

A participação dos importados no setor, embora não seja alta, cresceu muito nos últimos anos. Em 2005 esse índice era de 3%, em 2004, de 2,7% e, em 2003, de 1,3%. Em valores, os importados representaram em 2006 1,4% da receita do setor, exatamente o dobro do registrado em 2003, 0,7%.

A pesquisa também aponta o Brasil como o sexto maior produtor de vestuário, até 2005, com 1,062 milhão de toneladas por ano, o que representa 2,9% da produção mundial. Os líderes são China e Hong Kong (13,625 milhões), Índia (2,571 milhões), Paquistão (1,255 milhão), México (1,227 milhão) e Turquia (1,215 milhão). Os números de 2006 ainda não estão disponíveis.

A China é a maior exportadora de peças de vestuário e, em 2005, vendeu para o mercado externo o equivalente a US$ 74,2 bilhões. O Brasil aparece em 60º com US$ 300 milhões.

 

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