PF desmonta quadrilha acusada de fraudar Previdência em até R$ 5 mi
da Folha Online
A Força Tarefa Previdenciária, formada pela Polícia Federal, Previdência Social e Ministério Público Federal, prendeu na manhã desta terça-feira, em Belo Horizonte (MG), 15 pessoas acusadas de fraudes contra a Previdência Social. Até o momento, a "Operação Freud" já identificou 400 benefícios falsos, com prejuízo entre R$ 4,5 milhões e R$ 5 milhões.
Pela manhã, a PF havia informado a prisão de 16 suspeitos, mas a Previdência informou que um deles ainda está foragido.
O nome da operação, segundo a Previdência, foi escolhido porque a quadrilha apresentava documentos falsos para conseguir a concessão de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez alegando que seus clientes tinham doenças psiquiátricas.
Entre os presos estão um médico perito do INSS, o chefe da Agência da Previdência Social de Contagem, na Grande Belo Horizonte, e uma pessoa que se apresentava como bispo da Igreja Católica Brasileira. Também foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em residências, escritórios e consultórios médicos da Região Metropolitana.
A direção da Previdência Social informou que indicou um servidor para assumir interinamente a chefia da agência de Contagem. A unidade continua funcionando.
A investigação, realizada há um ano, identificou escritórios de despachantes, que captavam "clientes" interessados em obter benefícios previdenciários. Os despachantes contavam com a ajuda de um servidor do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para agendar exames, sempre com o mesmo perito.
Os exames forjados fundamentavam diagnósticos médicos falsos e a inserção indevida de dados nos computadores da Previdência. O esquema envolvia, também, a administração criminosa de medicamentos aos pretensos segurados, com o intuito de produzir prova material da doença mental.
Balanço
Além dessas 15 prisões e 25 mandados de busca e apreensão de hoje, a Força Tarefa prendeu, neste ano, outras 44 pessoas (12 servidores) e executou 49 mandados de busca e apreensão.
Em 2006 foram realizadas 229 prisões (55 servidores) e executados 297 mandados de busca e apreensão. Além disso, 10 pessoas foram denunciadas ao Ministério Público Federal, sendo quatro servidores.
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