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Dinheiro
03/07/2007 - 13h43

Custo da cesta básica cai em 9 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese

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da Folha Online

O custo médio da cesta básica ficou mais barato em junho em nove das 16 capitais que fazem parte da pesquisa mensal do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

As maiores quedas foram apuradas em Belém (-5,94%), Natal (- 4,24%) e João Pessoa (-3,68). Já entre as sete cidades que apresentaram aumento, os destaques foram Recife (3,29%), Brasília (2,40%), São Paulo (1,36%) e Vitória (1,15%).

Porto Alegre, cuja cesta subiu 0,51%, continuou a apresentar o maior custo para a cesta básica (R$ 193,90), enquanto São Paulo registrou o segundo maior valor (R$ 187,45).

Os menores valores para a cesta foram verificados em João Pessoa (R$ 134,07), Fortaleza (R$ 136,85) e Salvador (R$ 137,05).

De acordo com o levantamento, entre os produtos que mais pressionaram o custo da cesta básica em junho estão o feijão e o leite. Pelo segundo mês consecutivo, estes dois itens apresentaram alta no maior número de capitais: 14 e 12 respectivamente.

As maiores altas do feijão foram registradas em Belo Horizonte (18,16%), Brasília (16,76%) e São Paulo (14,90%), todas localidades onde é acompanhado o preço do feijão de cores. Já o leite, produto que se encontra na entressafra, ficou mais caro, principalmente, em Porto Alegre (15,53%), Curitiba (11,96%) e Florianópolis (10,08%).

Dos produtos que apresentaram retração na maioria das capitais o destaque fica para o açúcar, cujo preço caiu em 13 cidades. Em Belo Horizonte, a queda foi de 10,13%. A carne --produto com maior peso na composição da cesta-- teve seu preço reduzido em nove capitais. Já o preço do tomate caiu em nove capitais, sendo que em sete delas superou 10%.

Salário

Com base no maior valor apurado para a cesta, em Porto Alegre, e levando em conta a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria ser suficiente para cobrir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria corresponder, em junho, a R$ 1.628,96, 4,28 vezes o mínimo vigente (R$ 380).

Apesar do comportamento desigual dos preços da cesta básica, o tempo médio de trabalho necessário para que o trabalhador que ganha salário mínimo pudesse adquirir o conjunto de bens essenciais reduziu-se em junho, na comparação com o mês anterior. Na média das 16 cidades, o trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir uma jornada 91 horas e 33 minutos para realizar a mesma compra que em maio exigia a execução de 92 horas e 03 minutos.

 

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