Ex-ministro francês é candidato para substituir Rodrigo de Rato no FMI
da Efe
da Folha Online
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou que o ex-ministro socialista Dominique Strauss-Kahn será o candidato da França para assumir a direção-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), em substituição do espanhol Rodrigo de Rato, que anunciou sua saída em outubro.
"Quero que Dominique Strauss-Kahn seja o candidato da França à direção geral do FMI, pois me parece que ele é o mais apto para o posto", declarou Sarkozy em entrevista ao diário "Le Journal du Dimanche", divulgada neste sábado.
O presidente francês explicou que já apresentou seu candidato aos primeiros-ministros da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero; da Itália, Romano Prodi; e do Reino Unido, Gordon Brown; e ao presidente dos Estados Unidos, George Bush, entre outros líderes.
"Sei que é um posto muito disputado. Para conquistá-lo, é preciso ter muita credibilidade, uma experiência incontestável e ser poliglota. Dominique Strauss-Kahn tem essas atribuições", afirmou Sarkozy.
De acordo com a tradição, o posto máximo executivo do FMI recai sobre um europeu, enquanto o do Banco Mundial é responsabilidade de um americano. Há, no entanto, outros franceses à frente de organizações internacionais de caráter econômico, como Pascal Lamy (diretor-geral da Organização Mundial do Comércio) e Jean-Claude Trichet (à frente do Banco Central Europeu), e isso poderia ser um obstáculo à aprovação de mais um francês para chefiar outro órgão internacional.
Razões pessoais
O espanhol Rodirgo de Rato anunciou à diretoria executiva do Fundo nesta quinta-feira que irá deixar o cargo em outubro, após a conclusão da reunião deste ano de diretores do FMI e do Banco Mundial.
Rodrigo de Rato anunciou no último dia 28 que decidiu deixar o cargo por "razões pessoais". "Minhas circunstâncias e responsabilidades familiares, principalmetne ligadas á educação de meus filhos, são os motivos da renúncia antes do esperado às minhas responsabilidades no Fundo."
Rato foi escolhido para o cargo de diretor-gerente da instituição em maio de 2004. Primeiro espanhol a ocupar a posição, ele substituiu o alemão Horst Köhler, que renunciou ao cargo em março daquele ano para concorrer à Presidência da Alemanha. Rato deveria ficar no cargo até 2009.
Ele foi ministro da Economia da Espanha de 1996 até abril de 2004. Sua indicação ocorreu por causa de seus conhecimentos sobre os países da América Latina.

