Acionistas do ABN retiram processo que exigia fiscalizar fusão com Barclays
da Efe, em Haia
A associação de acionistas do banco ABN Amro retirou o processo na Câmara Mercantil de Amsterdã que exigia a nomeação de três comissários independentes para supervisionar a fusão entre o banco holandês e o inglês Barclays, informaram fontes judiciais nesta quinta-feira.
O porta-voz da associação, Paul Koenen, explicou que a associação retirou o processo porque "o ABN nos ofereceu garantias de que neste momento o processo de ofertas sobre o banco acontece de forma transparente e eqüitativa".
A associação mantém o processo contra a diretoria do ABN Amro por má gestão ao aceitar o pacto de fusão com o Barclays, que ambas empresas apresentaram em abril.
A Câmara Mercantil decidirá em uma audiência pública em 2 de agosto se admite a denúncia, informaram nesta quinta-feira fontes do órgão.
O ABN Amro anunciou na quarta-feira que se reunirá com representantes do Barclays e do consórcio formado pelo Banco Santander, Royal Bank of Scotland (RBS) e o belga-holandês Fortis para discutir as respectivas ofertas de fusão.
O consórcio do Santander apresentou na segunda-feira uma oferta revisada na qual não eleva a oferta de maio, mas melhora o pagamento com dinheiro e retira a condição de manter a filial americana do ABN, LaSalle.
O consórcio oferece 38,40 euros por ação para adquirir o banco holandês, num total de 71,1 bilhões de euros (cerca de US$ 98 bilhões), mas pagará com dinheiro 93% da oferta (antes era 79%).
O Barclays também anunciou que estuda oferecer dinheiro pelo banco holandês, que por enquanto só prevê pagamento em ações a 36,25 euros por título.
O banco britânico tem até 6 de agosto para apresentar uma oferta de compra definitiva pelo ABN, enquanto o consórcio tem até 23 de julho.
A Autoridade Financeira holandesa aceitou o pedido do Barclays para ampliar o prazo para apresentar a oferta sobre ABN Amro, informou nesta quinta-feira a agência de notícias holandesa "Algemeen Nederlands Persbureau".
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