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Dinheiro
23/07/2007 - 16h06

Venda de imóveis usados em São Paulo cai 2,21% em junho

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da Folha Online

A vendas de imóveis usados na cidade de São Paulo caiu 2,21% em junho na comparação com maio, interrompendo uma seqüência de três meses de resultados positivos, segundo pesquisa feita pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) com 445 imobiliárias da capital.

O levantamento aponta que a maioria das vendas continua sendo feita à vista. Em junho, 60,91% dos negócios foram pagos à vista. Segundo o Creci-SP, esta é uma das razões para que o mercado de imóveis usados viva em freqüente oscilação, com a alternância de altas e baixas nos negócios.

"É só ver o que acontece com a indústria automobilística, que este ano vai bater recorde de produção e venda graças à abundância de financiamentos com prazos maiores, juros menores e acesso facilitado ao crédito", afirmou José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

Ele acrescentou que a dinâmica da indústria imobiliária tem muitas semelhanças com a automobilística, envolvendo diversos segmentos em sua cadeia de produção e trazendo a característica de que o produto usado é poderosa alavanca de venda dos novos.

"As condições de financiamento habitacional melhoraram, mas é preciso haver um esforço permanente para redução dos juros, ampliação dos prazos de pagamento e facilitação das condições de contratação dos empréstimos."

Augusto Viana afirmou ainda que a melhoria do crédito imobiliário para imóveis usados é vital e estratégica também para amenizar situações de grave crise habitacional como a que vive a capital, onde um em cada seis moradores vive em favelas, uma população entre 1,6 milhão e 2 milhões de pessoas.

Segundo ele, da mesma forma que se facilita a venda dos carros usados para se vender os novos é preciso haver apoio financeiro para os proprietários que desejam vender seu imóvel usado para comprar um novo.

"A troca de um imóvel usado por um novo é desejo natural de muitos proprietários mas que não se concretiza por falta de condições de crédito."

Muitas dessas famílias, segundo o presidente do conselho regional, poderão certamente assumir o financiamento de casas e apartamentos mais antigos e localizados em áreas do centro, por exemplo, se tiverem financiamento integral, encargos menores e acesso facilitado ao crédito.

"As construtoras e incorporadoras podem dar grande ajuda nesse esforço investindo na reforma e melhoria de prédios e conjuntos que estão fechados ou praticamente fora de uso nas áreas mais antigas da cidade, cujos imóveis certamente poderão ser ofertados na faixa de maior demanda."

A pesquisa aponta ainda que a demanda em São Paulo está concentrada nas faixas de valor até R$ 100 mil. Em junho, mais de 55% dos imóveis vendidos no mês estavam dentro desta faixa, sendo que o maior volume negociado (18,54%) foi o de apartamentos e casas com valores entre R$ 61 mil e R$ 80 mil.

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