Apenas térmicas a óleo venderam energia em leilão
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
Apenas 12 térmicas movidas a óleo venderam energia no leilão realizado nesta quinta-feira pelo governo. Nenhuma das três hidrelétricas, quatro térmicas a gás e cinco usinas de biomassa comercializou energia.
As usinas a óleo são consideradas mais caras e mais poluentes do que as demais.
O leilão recebeu duras críticas do presidente da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Jérson Kelman, que disse que as usinas contribuirão para o efeito estufa com 700 mil toneladas de CO2 por mês.
"Triste vitória para uma legião de ambientalistas bem intencionados que têm sistematicamente impedido a construção de usinas hidrelétricas. Se nos últimos anos não tivessem criado obstáculos artificiais a demanda teria sido atingida no leilão de dois anos atrás", declarou.
Já o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, considerou o leilão "amplamente positivo" porque comercializou mais do que a demanda apresentada pelas distribuidoras. Foram vendidos 1.034 MW médio de energia, 1,8% a mais do que o pedido pelas distribuidoras, a um preço médio de R$ 134,67 por MW.
"O Leilão foi um sucesso incontestável. Se somarmos essa contratação de agora com o volume negociado no Leilão de Fontes Alternativas de junho, o nível de risco de déficit ficará dentro do limite de 5%, patamar considerado aceitável pelo setor", afirmou Tolmasquim.
O leilão movimentou R$ 23,09 bilhões. Os empreendimentos contratados ficarão prontos em três anos. As usinas firmarão contratos de 15 anos com as 36 distribuidoras que participaram do leilão.
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