Lucro líquido do ABN Amro cai 2,4% no primeiro semestre
da Folha Online
O banco holandês ABN Amro obteve no primeiro semestre deste ano lucro líquido de 2,16 bilhões de euros (US$ 2,95 bilhões), uma redução de 2,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Os custos da empresa aumentaram 14%, enquanto a receita aumentou 12,6% nesse mesmo período.
No segundo trimestre deste ano, o banco obteve um lucro líquido de 1,13 bilhão de euros (US$ 1,54 bilhão), uma redução de 7,1% comparado ao mesmo período do ano anterior.
No segundo trimestre, os custos aumentaram 8,7%, enquanto a receita subiu 12,8%.
O presidente do ABN, Rijkman Groenink, afirmou que o banco espera distribuir a seus clientes um dividendo de 2,30 euros por ação (no primeiro semestre de 2006 os dividendos foram de 1,18 euro por ação).
"Nossa melhora provém de nossa forte relação com o mercado local, e esperamos realizar este ano nossas expectativas de dividendo", disse Groenink.
O ABN é alvo de uma disputa iniciada em abril, quando o banco britânico Barclays fez uma oferta de compra ao rival holandês. O consórcio formado pelos bancos europeus Santander, Royal Bank of Scotland (RBS) e Fortis também tem interesse em comprar o ABN.
Na semana passada, o Barclays obteve a ajuda do Banco Chinês para o Desenvolvimento e do Temasek (estatal de investimentos de Cingapura) para manter-se na disputa e aumentou sua oferta para 67,5 bilhões de euros (US$ 92,2 bilhões hoje), dos quais 24,8 bilhões (US$ 33,8 bilhões hoje) são em dinheiro.
Já o consórcio manteve no último dia 16 o valor de sua oferta, 71,1 bilhões de euros (cerca de US$ 97,1 bilhões hoje), mas a parte em dinheiro do pagamento foi elevada para 93%.
A diretoria do banco holandês ABN Amro estuda recomendar a oferta do consórcio e abandonar o apoio prometido à oferta do britânico Barclays, segundo reportagem do jornal "The Daily Telegraph". O ABN recomenda atualmente a oferta do Barclays.
A Corte Suprema da Holanda permitir a venda do LaSalle (divisão do ABN nos Estados Unidos) mesmo sem um acordo entre os acionistas do banco holandês --a venda do LaSalle ao Bank of América (por 15,6 bilhões de euros, cerca de US$ 21,3 bilhões hoje) foi colocada como uma condição da proposta do Barclays.
Com informações da Efe
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