ABN Amro retira apoio à proposta de compra feita pelo Barclays
da Folha Online
O banco holandês ABN Amro anunciou nesta segunda-feira a retirada de seu apoio à oferta de compra feita pelo rival britânico Barclays --que disputa a compra do ABN com um consórcio formado pelos europeus Santander, Royal Bank of Scotland (RBS) e Fortis.
Segundo comunicado do ABN, o banco alega "não estar em posição" de recomendar nenhuma das duas ofertas apresentadas e por isso retirou o apoio à oferta do Barclays. "A empresa não pode recomendar neste momento aos acionistas do ABN que aceitem nenhuma das ofertas", diz o texto.
O ABN vinha recomendando a oferta do Barclays --que, na semana passada, obteve a ajuda do Banco Chinês para o Desenvolvimento e do Temasek (estatal de investimentos de Cingapura) para manter-se na disputa e aumentou sua oferta para 67,5 bilhões de euros (US$ 92,2 bilhões hoje), dos quais 24,8 bilhões (US$ 33,8 bilhões hoje) são em dinheiro.
Já o consórcio manteve no último dia 16 o valor de sua oferta, 71,1 bilhões de euros (cerca de US$ 97,1 bilhões hoje), mas a parte em dinheiro do pagamento foi elevada para 93%.
O ABN informou que continuará trabalhando "com ambas as partes" para "reduzir as incertezas das ofertas". Segundo o banco holandês, a oferta do consórcio coloca "um número significativo de questões sem resposta".
O Barclays tem interesse em vender o LaSalle --divisão do ABN nos EUA--, enquanto ao consórcio interessa manter a divisão americana do banco holandês.
Apesar da retirada do apoio, o ABN avalia que a aliança estratégica do Barclays com as entidades financeiras asiáticas "deve reforçar as oportunidades de crescimento da combinação" dos dois bancos europeus, "que pode resultar na criação de mais valor agregado no longo prazo para os acionistas do ABN".
O diretor-geral do Barclays, John Varley, disse hoje estar "seguro de que a oferta revisada agregará valor, uma vantagem para os acionistas e a certeza que permitirá ao ABN apoiar uma nova recomendação".
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