Dinheiro
01/08/2007 - 18h47

Em reunião com Lula, ministro descarta risco de faltar energia

LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, garantiu hoje, durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não faltará energia nem a curto nem a longo prazo. Hubner apresentou estudos feitos pela ONS (Operador Nacional do Sistema) para abastecimento de energia.

A reunião com o presidente Lula foi pedida pelo próprio ministério em função das notícias de que há risco de um apagão energético em 2011. Estudo divulgado pelo Instituto Acende Brasil mostram que a possibilidade de faltar energia nesse ano chega a 32%. "Temos bastante segurança em relação ao suprimento e isso foi ressaltado", disse Hubner.

Em todos os cenários apresentados pela ONS, o risco de apagão até 2011 não ultrapassa 5%, número considerado seguro internacionalmente. Para isso, o estudo leva em consideração que o acordo firmado entre a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a Petrobras para fornecimento de gás para termelétricas será cumprido e que os próximos leilões de energia comercializem o planejado, que é de cerca de 16 mil MW.

"Mesmo se o leilão (de 2008) não comercializar nada, o risco é de no máximo 5,9% na Região Sudeste, o que ainda é pequeno", afirmou o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim.

Para o cenário de longo prazo, que considera empreendimentos até 2020, a prioridade do planejamento é a construção de hidrelétricas. De acordo com Hubner, não há risco nenhum de faltar energia nesse prazo. "Só se a gente for absolutamente incompetente", declarou.

Tolmasquim disse que estudos que prevêem apagão energético não são sérios e que são feitos por investidores que querem aumentar o preço da energia elétrica cobrada nos leilões.

Planejamento

De acordo com Hubner, o presidente cobrou muito da EPE que mantenha o cronograma para estudos de inventário de bacia, quando são localizados locais onde podem ser construídas novas usinas hidrelétricas. "Presidente disse que quer deixar para seu sucessor estudos de viabilidade para 30 mil MW, como o previsto no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]", disse Hubner.

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