Lucro líquido do Barclays cresce 14% no primeiro semestre
da Folha Online
O banco britânico Barclays --terceiro maior do Reino Unido-- obteve um lucro líquido de 2,63 bilhões de libras (US$ 5,34 bilhões) no primeiro semestre do ano, 14% acima do registrado no mesmo período de 2006, informou o banco nesta quinta-feira.
A renda líquida chegou a 10,943 bilhões de libras, 10,5% a mais que há um ano, contra despesas de 6,847 bilhões de libras --alta de 9%.
A Barclays Capital, divisão de bancos de investimento, foi a que deu maior lucro, com 1,66 bilhão de libras antes de impostos, alta de 33%. Foi o melhor semestre, apesar das 'turbulências' no mercado de capitais, segundo comunicado do banco.
O executivo-chefe do Barclays, John Varley, disse estar muito concentrado na luta pelo banco holandês ABN Amro, em que enfrenta um consórcio formado pelo espanhol Santander, pelo britânico Royal Bank of Scotland e pelo belga-holandês Fortis.
Ele acrescentou que a possível fusão com o ABN faz parte da estratégia de Barclays de se transformar num "banco universal" e de crescer no mercado externo, responsável por metade dos lucros.
Na segunda-feira o ABN retirou seu apoio à oferta de compra feita pelo Barclays. Segundo comunicado, o ABN alega "não estar em posição" de recomendar nenhuma das duas ofertas apresentadas e por isso retirou o apoio à oferta do Barclays.
O ABN vinha recomendando a oferta do Barclays --que obteve a ajuda do Banco Chinês para o Desenvolvimento e do Temasek (estatal de investimentos de Cingapura) para manter-se na disputa e aumentou sua oferta para 67,5 bilhões de euros (US$ 92,2 bilhões hoje), dos quais 24,8 bilhões (US$ 33,8 bilhões hoje) são em dinheiro.
Já o consórcio manteve no último dia 16 o valor de sua oferta, 71,1 bilhões de euros (cerca de US$ 97,1 bilhões hoje), mas a parte em dinheiro do pagamento foi elevada para 93%.
Apesar da retirada do apoio, o ABN avalia que a aliança estratégica do Barclays com as entidades financeiras asiáticas "deve reforçar as oportunidades de crescimento da combinação" dos dois bancos europeus, "que pode resultar na criação de mais valor agregado no longo prazo para os acionistas do ABN".
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