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Dinheiro
03/08/2007 - 11h55

Mercado de medicamentos genéricos cresce 23,2% no 1º semestre

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da Folha Online

As indústrias de medicamentos genéricos registraram crescimento de 23,2 % no volume de unidades comercializadas no primeiro semestre de 2007, em relação ao mesmo período do ano passado.

O crescimento do mercado farmacêutico total foi de 5%. No primeiro semestre de 2007, a indústria farmacêutica brasileira comercializou 740,4 milhões de unidades de medicamentos, contra 705,4 milhões em igual período do ano passado.

De acordo com dados do IMS Health, instituto que audita o mercado farmacêutico no Brasil e no mundo, no acumulado de janeiro a junho de 2007 foram comercializadas 111,5 milhões de unidades de medicamentos genéricos, contra 90,6 milhões em período equivalente de 2006.

O instituto também aponta alta de 44,5 % no faturamento do primeiro semestre de 2007. As vendas de genéricos movimentaram US$ 681,4 milhões de janeiro a junho, contra US$ 471,5 milhões no mesmo período do ano passado. No mercado como um todo, o crescimento foi de 18,4%, equivalente a uma movimentação de US$ 5,5 bilhões, contra US$ 4,7 bilhões no mesmo período do ano passado.

"A melhora na renda do brasileiro, os preços em média 45% menores que os dos medicamentos de marca e o aumento da confiança na categoria são os fatores que impulsionaram o mercado", afirma Odnir Finotti, vice-presidente da Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos), que representa oito das maiores indústrias de medicamentos genéricos do país, que juntas respondem por cerca de 90% das vendas no segmento.

Baseada nos resultados do primeiro semestre, a Pró Genéricos projeta um crescimento para o mercado brasileiro de genéricos de 40% em valor e de 20% em unidades em 2007.

Genéricos

A fabricação de genéricos foi iniciada com a lei nº 9.787, de 1999, para incentivar a concorrência e a conseqüente redução de preços e ampliar o acesso da população aos tratamentos de saúde.

A lei determina que ele deve custar no mínimo 35% menos que o medicamento de referência, ter mesmo princípio ativo, mesma dose, indicação terapêutica e forma de administração ao paciente.

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