Petrobras vai buscar parceiros privados para pagar Suzano
DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online
O desembolso dos R$ 2,7 bilhões previstos para a aquisição da totalidade as ações da Suzano Petroquímica deve ocorrer em dois meses, quando será finalizado o processo de oferta pública das ações. Neste período, a Petrobras buscará parceiros privados para participar do negócio, afirmou o presidente da Petroquisa, José Lima de Andrade Neto.
Segundo ele, a Petrobras está em fase de conversações com a Unipar para que a empresa seja sócio no negócio. Ainda que a participação de investidores estrangeiros seja possível, Neto afirma que não há tratativas nesse sentido.
"Estamos conversando com a Unipar para a consolidação do Pólo Petroquímico do Sudeste", disse Neto, que negou a intenção da Petrobras em comprar a Unipar.
| Divulgação |
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| Suzano Petroquímica é líder latino-americana na produção de resinas de polipropileno |
Em um primeiro momento (antes da oferta pública de ações), a Petrobras vai adquirir 93,3 milhões de ações ordinárias pelo preço de até R$ 13,44 por ação e 75,2 milhões de preferenciais por R$ 10,76. Essa aquisição corresponde à participação societária de 99,9% das ações ordinárias e 58,2% das ações preferenciais de emissão da Suzano, representando 76,1% do capital total.
Quanto ao fato de a Petrobras estar pagando o dobro por ação, em relação ao negociado na quinta-feira, de R$ 5,70, Flávio Valadão, diretor de fusões e aquisições do ABN Amro, disse que o preço é justo. "O valor da empresa é muito maior do que o valor financeiro. Estamos considerando as melhorias já feitas, os planos futuros e o potencial da Suzano", disse Valadão.
Finalizado o processo de oferta pública, a participação da Petrobras na Suzano Petroquímica será de 100%, na Rio Polímeros será entre 25% e 50% (variável de acordo com o exercício do direito de preferência dos demais acionistas e conhecido somente depois da conclusão da oferta pública), na Petroquímica União, de 24% e na Petroflex, de 20%.
Segundo José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, o negócio ainda será avaliado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e lembrou que a compra da Ipiranga pela estatal, no início do ano, ainda está sendo analisada pela autarquia federal e não foi aprovada.
A Petrobras já atua no setor pretroquímico com 40% na Petroquímica Paulínea, 6,8% na Braskem, 27,4% na Copesul, 34,8% na Ipiranga e 70,5% na Petroquímica Triunfo. Segundo Neto, a Suzano continua existindo, como empresa da Petrobras, e que a manutenção do nome ou não será definida posteriormente.
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