Comissão Européia aprova oferta do Barclays sobre o ABN Amro
da Folha Online
A Comissão Européia (órgão executivo da União Européia) autorizou nesta segunda-feira a oferta pública de aquisição do banco britânico Barclays sobre o holandês ABN Amro, após concluir que não vai prejudicar a concorrência.
A comissão levou em conta que o Barclays não dispõe atualmente de nenhuma atividade no mercado bancário holandês, segundo um comunicado.
O órgão executivo da União Européia (UE) ressaltou que seu sinal verde à oferta do Barclays não determina qual dos dois projetos acabará por se concretizar.
O Barclays apresentou hoje formalmente sua oferta de compra do ABN, segundo comunicado enviado à Bolsa de Londres. O Barclays oferece 2,13 ações próprias e 13,15 euros em dinheiro (37% da oferta), o que avalia sua oferta em aproximadamente 64,5 bilhões de euros se for levado em conta o preço da ação do Barclays e as taxas de câmbio de hoje.
O período da oferta começa amanhã e deve terminar no dia 4 de outubro.
Na semana passada, no entanto, o ABN anunciou a retirada de seu apoio à oferta de compra feita pelo Barclays --que disputa a compra do ABN com um consórcio formado pelos europeus Santander, Royal Bank of Scotland (RBS) e Fortis.
O ABN alegou "não estar em posição" de recomendar nenhuma das duas ofertas apresentadas e por isso retirou o apoio à oferta do Barclays. O ABN vinha recomendando a oferta do Barclays --que já obteve a ajuda do Banco Chinês para o Desenvolvimento e do Temasek (estatal de investimentos de Cingapura) para manter-se na disputa e aumentou sua oferta para 67,5 bilhões de euros (US$ 93,1 bilhões hoje), dos quais 24,8 bilhões de euros (US$ 34,2 bilhões hoje) são em dinheiro.
Já o consórcio manteve no dia 16 de julho o valor de sua oferta, 71,1 bilhões de euros (cerca de US$ 98,1 bilhões hoje), mas a parte em dinheiro do pagamento foi elevada para 93%.
O Barclays tem interesse em vender o LaSalle --divisão do ABN nos EUA--, enquanto ao consórcio interessa manter a divisão americana do banco holandês.
Apesar da retirada do apoio, o ABN avalia que a aliança estratégica do Barclays com as entidades financeiras asiáticas "deve reforçar as oportunidades de crescimento da combinação" dos dois bancos europeus, "que pode resultar na criação de mais valor agregado no longo prazo para os acionistas do ABN".
Com informações da Efe
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